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quinta-feira, 23 de julho de 2026
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Moro racha movimento e explicita dificuldade de formação de frente ampla

A possibilidade de Sergio Moro participar do comício virtual pela democracia organizado pelo Direitos Já! rachou o movimento. O convite foi proposto pelo deputado José Nelto (Podemos-GO). A reação de políticos de centro-esquerda foi imediata.

PORTA 

O ex-ministro Aldo Rebelo, por exemplo, afirmou: “Avisem quando estiver para acontecer”. Guilherme Boulos diz: “Se ele entrar por uma porta, eu saio por outra”.

CORAGEM 

O parlamentar goiano afirmou à coluna que defendeu o convite a Moro por ele ter tido a “coragem de poucos” de combater a corrupção e nunca ter se insurgido contra a democracia.

HISTÓRIA 

Ele lembrou que, para derrubar a ditadura militar, políticos como José Sarney e ACM saíram da Arena e aderiram ao campo democrático, na década de 1980.

HISTÓRIA 2

O coordenador do movimento, Fernando Guimarães, diz que “o ex-ministro Sergio Moro era até recentemente auxiliar direto do presidente [Jair] Bolsonaro. Por isso não foi convidado”. Ele afirma ainda que “é a coordenação do Direitos Já! que tem a prerrogativa de realizar os convites. São apenas 100 pessoas”.

ELE, SIM  

Um outro ponto de discórdia no grupo foi a leitura de um documento na abertura do evento, no dia 26. Ele não tocava em Jair Bolsonaro. Líderes de oposição exigiram que o nome do presidente estivesse no texto.

BALAIO 

A revelação, pela coluna Painel, de que o evento reuniria os ex-presidentes Michel Temer, José Sarney e FHC, e os ex-presidenciáveis Fernando Haddad (PT-SP) e Guilherme Boulos, além de Luciano Huck, gerou outra confusão.

TÔ FORA 

Temer, que já tinha até enviado vídeo para o ato, e Sarney desistiram de participar. O presidente Dias Toffoli tinha confirmado presença e também deu um passo atrás.

TÁ DIFÍCIL 

O racha em torno de Moro e de outros temas explicitam a dificuldade de se formar uma frente ampla no Brasil. De acordo com uma das lideranças que participará do evento, o nível de esgarçamento nos últimos anos no Brasil foi enorme —e não há hoje liderança que consiga unir os distintos polos da disputa política.

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