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segunda-feira, 27 de julho de 2026
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Moraes cobra explicações de Cláudio Castro sobre megaoperação policial no Rio de Janeiro

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, ouviu nesta semana o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), sobre a megaoperação policial realizada nos complexos do Alemão, da Penha e da Maré. A ação, considerada uma das mais letais da história do estado, deixou dezenas de mortos e reacendeu o debate sobre o uso da força em comunidades dominadas pelo tráfico.

Durante o encontro, Moraes exigiu explicações detalhadas sobre o planejamento e a execução da operação, que teve como alvo integrantes do Comando Vermelho (CV). O ministro solicitou informações sobre o número de agentes mobilizados, mortos e feridos, tipos de armamentos utilizados e medidas adotadas para reduzir riscos à população civil.

O pedido de esclarecimentos está relacionado à ADPF das Favelas, decisão do Supremo que determina que as forças de segurança adotem protocolos mais rígidos e transparentes em ações dentro de comunidades. O ministro também cobrou o cumprimento das determinações anteriores do STF, que exigem relatórios e comunicação prévia de operações ao Ministério Público.

Fontes do governo estadual afirmam que Cláudio Castro reiterou o compromisso do Rio de Janeiro com o combate ao crime organizado, alegando que a operação visava desarticular uma rede de facções responsáveis por ataques violentos e pelo controle de territórios. Segundo o governador, o confronto foi “inevitável diante da resistência armada dos criminosos”.

Moraes, por sua vez, reforçou a necessidade de que o Estado atue dentro dos limites constitucionais e respeite as diretrizes estabelecidas pela Corte, especialmente quanto à preservação de vidas e ao uso proporcional da força. Ele também destacou a importância de se garantir apoio às famílias das vítimas e transparência nas investigações sobre eventuais excessos cometidos durante a operação.

A audiência faz parte de uma série de reuniões conduzidas pelo ministro com autoridades estaduais e federais para monitorar o cumprimento das decisões judiciais ligadas à segurança pública nas favelas. Representantes do Ministério Público Federal, da Defensoria Pública e de organizações de direitos humanos também foram convidados para participar das próximas etapas do diálogo.