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quinta-feira, 2 de julho de 2026
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Mercado erótico deve crescer acima de 30% neste ano no Brasil

Um segmento que parece não sentir qualquer impacto negativo da crise que se instalou no Brasil nos últimos anos. Com um faturamento superior a R$ 1 bilhão, Segundo dados da Associação Brasileira das Empresas do Mercado Erótico e Sensual (Abeme), o setor deve superar a cifra de R$ 1,8 bilhão em receitas neste ano.

É inegável que o mercado erótico vem se popularizando no país. No Acre, o sexshop Sou Lovezinha tem conquistado uma boa fatia do mercado acreano.

A disparada é atribuída, principalmente, às facilidades – e discrição – proporcionadas pelo e-commerce e a maior participação das mulheres nas vendas.

As mudanças de comportamento do consumidor estão expressas nas estatísticas de receita e vendas na internet. A mais recente pesquisa do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), relacionada ao consumo virtual no ano passado, aponta que o índice de satisfação dos brasileiros na compra de produtos eróticos é de até 81%.

O segmento cresce à medida que o seu público se diversifica. Apesar de tratar de um tema tabu, com muita naturalidade a sócia-proprietária da marca no Acre, Tamy Lima, relembrou o início do empreendimento e fala sobre a mudança comportamental da sociedade em relação ao sexo e a utilização dos produtos vendidos na loja que é exclusiva para mulheres.

Este ano a loja completou dois anos e nesse pouco tempo Tamy já percebe uma mudança no público que visita a loja.

“Apesar de ser tabu, as pessoas entendem que o sexo, a sexualidade e o uso de produtos ajudam casais de fato. E não avaliam como uma forma promiscua. Consigo perceber essa mudança. Principalmente, nas clientes. Antes se entendia que só as pessoas solteiras que precisam desse tipo de produto. E hoje os produtos ajudam a melhorar a intimidade do casal. Não tem nada e errado nisso. Muito pelo contrário”, ressaltou.

Liderança 

De acordo com os dados da Abeme, São Paulo lidera o mercado brasileiro, com 33% das vendas do país. Em seguida aparecem Rio de Janeiro (16%) e Minas Gerais, com fatia de 11% do setor. Para o presidente da entidade, todas os mercados estão com as mulheres na liderança.

Lingeries e cosmética sensual são os itens mais procurados. “Além disso, a cultura da mulher brasileira de ser uma cuidadora do relacionamento fez com que as lojas se adequassem a esse público. As mulheres são formadoras de opinião e influenciam as amigas a comprarem ou não”, afirma o executivo. Ainda de acordo com os dados da associação, os consumidores gastaram em suas compras, em média, R$ 210.

Assim como lojas físicas e e-commerce, o mercado erótico está crescendo com as vendas diretas, conhecidas como porta a porta. Segundo Paula Aguiar, os vendedores autônomos têm conseguido uma importante fonte de renda em tempos de desemprego alto e aumento da informalidade do mercado de trabalho. (Com informações Correio Braziliense)