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quinta-feira, 9 de julho de 2026
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Megaoperação contra o crime organizado cumpre 274 mandados em 16 estados

As Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (FICCOs) deflagraram, nesta quarta-feira (8), a Operação Força Integrada III, uma mobilização nacional que reuniu forças de segurança em 16 estados brasileiros para combater organizações criminosas envolvidas com tráfico de drogas, tráfico de armas, lavagem de dinheiro e outros crimes.

A ação simultânea mobilizou 19 equipes especializadas e resultou no cumprimento de 274 medidas judiciais determinadas pelo Poder Judiciário.

Megaoperação cumpriu mandados em todo o país

Ao todo, foram cumpridos 93 mandados de prisão, 181 mandados de busca e apreensão, além de diversas medidas cautelares, como bloqueio de bens, sequestro patrimonial e apreensão de equipamentos utilizados por organizações criminosas.

Segundo a Polícia Federal, as investigações envolvem crimes relacionados ao tráfico de drogas, comércio ilegal de armas, homicídios, lavagem de dinheiro, roubo de cargas e atuação de facções criminosas em diferentes regiões do país.

Operações ocorreram em 16 estados

As ações foram executadas por meio de operações distintas, cada uma voltada para uma investigação específica.

Entre elas, a Operação Zip Lock cumpriu mandados no Amapá e no Pará para apurar tráfico de drogas. A Operação Ruptura realizou diligências em Rio Branco, enquanto a Operação Torre 8 teve como alvo suspeitos de tráfico e lavagem de dinheiro em Manaus.

A Operação Conexão Amazônia cumpriu mandados no Amazonas, Pará, Ceará e Pernambuco, além de medidas de bloqueio de bens relacionadas ao tráfico interestadual de drogas.

Já a Operação Blend teve como foco o fornecimento de insumos químicos utilizados na adulteração de entorpecentes, com ações em Goiás, Mato Grosso e São Paulo.

Também foram realizadas operações em Maranhão, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe, Bahia, Paraná e São Paulo, envolvendo investigações sobre facções criminosas, homicídios, roubos de cargas, lavagem de capitais e atuação do crime organizado.

Bloqueio de bens e combate às facções

Além das prisões e buscas, diversas operações determinaram o bloqueio de contas bancárias, sequestro de bens e apreensão de patrimônios supostamente utilizados por organizações criminosas para ocultar recursos obtidos de forma ilícita.

Em uma das ações, também foi determinada a retirada de câmeras de vigilância instaladas irregularmente em vias públicas e utilizadas para monitorar a movimentação policial.

Investigações continuam

A Polícia Federal informou que as investigações permanecem em andamento para identificar outros integrantes das organizações criminosas, ampliar a coleta de provas e aprofundar a apuração sobre a estrutura financeira e operacional dos grupos investigados.