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domingo, 5 de julho de 2026
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Médica perita garante que vacina HPV é responsável por sequelas nas adolescentes

Os deputados estaduais que compões a Comissão da Saúde da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) receberam conversaram ontem, 22, com a médica Maria Emília Gadelha. Na pauta, os casos das adolescentes acreanas que passaram a apresentar problemas de saúde após a aplicação da vacina HPV.

Maria Emília, que é especialista em perícia médica, apresentou estudos sobre eventos adversos das vacinas de HPV em todo o Brasil. Ela veio ao Acre a pedido do deputado Jenilson Leite (PSB), – que também é médico -, para ajudar a descobrir se as sequelas causadas nas adolescentes foram motivadas pela vacinação.

Na oportunidade, a médica frisou que a Universidade de São Paulo (USP) foi omissa no tratamento de doze adolescentes que foram encaminhadas pelo governo do Acre para diagnóstico. “Querem mostrar que as crises não são epiléticas de verdade, digamos assim. Faltam exames para comprovar essa tese, ou seja, estão fechando possibilidades de diagnósticos o que de certa forma é uma omissão. É preciso abrir o leque e não ficar somente em um único exame que foi o vídeo eletroencefalograma que obviamente só pegam as crises convulsivas corticais e nós estamos falando de crises que são abalos musculares de outras origens dentro do cérebro” disse.

A médica disse ainda que os médicos que vieram ao Acre representando o Ministério da Saúde tinha conflito de interesses com a indústria que fabrica a vacina, o que ocasionou a falta de debate e resolução.  “Contestar uma vacina pode não ser tão bom assim para as pessoas que são usuárias. Isso é complexo e acarreta prejuízos, sem dúvidas. Infelizmente, vários dos médicos que vieram representando o ministério da saúde no Acre tinham conflitos de interesses com a indústria que fabrica a vacina. Por isso o desinteresse na questão. Já levantei as informações e informei ao Ministério Público” destacou.

Vacina pode causar reações

Na oportunidade, a médica apresentou um slide aos participantes da reunião comprovando que a vacina contra a HPV causa, sim, várias reações adversas nas adolescentes. Ela chegou a dizer que na China o uso da vacina foi proibido por decisão do governo. “Qualquer medicamento pode causar efeitos colaterais”, disse.

Emília conta que o Brasil registrou mais de 90 mil casos suspeitos de sequelas causadas pela vacina HPV. O Brasil registrou 95,7 mil casos de suspeitas de efeitos colaterais à vacina contra HPV, segundo dados da Organização Mundial de Saúde. Desse número praticamente a metade, 41 mil, apresentou desordem neurológica”, diz a médica.

Ela explica que os danos mais comuns entre as adolescentes são convulsões, tremores, paralisia facial, esclerose múltipla, desordem de movimentos, dentre outros.  “A maioria dos casos ocorre convulsões, tremores, paralisia facial, esclerose múltipla, hipertensão, desordem de movimentos. A lista é enorme. Tem também a síndrome funcional complexa que foi uma situação que começou a ocorrer depois da comercialização da vacina. Resultado de toda essa pesquisa é mostrar que existe, sim, os eventos adversos após a vacinação”, diz.

Aleac vai convocar especialistas da USP

Após a conversa com a médica perita, os deputados estaduais tomaram ciência ainda de que os diagnósticos das pacientes acreanas enviadas para São Paulo não estão disponíveis para as famílias das adolescentes. Nesse sentindo, a Comissão de Saúde do parlamento estadual decidiu convocar através da Mesa Diretora, os médicos da USP para apresentarem suas teses.

“Esse é um problema do governo federal. O estudo apresentado pela doutora Emília é de conhecimento do Ministério Público e ainda não tem resposta. Vamos convocar especialistas da USP para apresentarem suas versões diante da grave denúncia feita aqui” disse José Bestene, presidente da comissão.