ABIGAIL SUNAMITA
O governo federal pretende realizar mudanças no sistema avaliativo da educação básica. O Sistema Nacional de Avaliação de Educação básica – Saeb a principal ideia é ampliar a aplicação das provas para todos os anos do ensino fundamental, desde o 1° ano, o que nos leva entender que as provas serão aplicadas para crianças com 6 anos de idade. O INEP até o presente momento não se mostrou nenhum pouco satisfeito com a ideia.
A mudança está prevista para esse ano, mas seria implantada de forma gradual até 2025. Esses planos vêm à tona enquanto o governo tenta resolver os “pepinos” sobre as falhas gigantescas no ENEM 2019. Além desta prova para as crianças o MEC – Ministério da Educação planeja diversas alterações no Exame Nacional a partir da edição de 2024, essas alterações até o final do ano devem ser definidas. Mas até lá, o Enem deve continuar com o mesmo formato e, até o fim deste ano, um grupo de trabalho vai definir as alterações.
O que é mais desafiador para o Enem é adequá-lo à luz da reforma do ensino médio, ainda em fase inicial de implementação. A mudanças presume que parte da grade curricular seja de preferência dos alunos em uma das cinco seguintes áreas (se houver oferta): linguagens, matemática, ciências humanas, ciências da natureza e ensino técnico.
O currículo dessas áreas ainda está em andamento nos estados. Uma das ideias principais é que os alunos possam realizar uma prova adequada para a área que estudou.Técnicos da Diretoria de Avaliação da Educação Básica do Inep não compactuam com essas alterações. Há indagações sobre a viabilidade logística, pedagógica e tecnológica.
O Saeb mais recente, do ano passado, teve um gasto de aproximadamente de R$ 500 milhões. Talvez com esse novo método o impacto financeiro seria bem maior, já que iria ser envolvido todas as séries, atualmente essas provas avaliam hoje língua portuguesa e matemática – em 2019, a disciplina de ciências foi anexada como um teste.
Há a intenção de incluir outras áreas do conhecimento gradualmente. Com a mudança, o público avaliado passaria de 6,8 milhões para 29,2 milhões de estudantes da rede pública. A área técnica recomenda que alterações ocorram somente após 2021, quando se encerra o ciclo de metas do Ideb.
No estado do Acre, o Jornal Opinião entrou em contato com a Secretária Estadual de Educação e eles disseram que até o presente momento essa pauta não entrou em debate.


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