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terça-feira, 7 de julho de 2026
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Marinha abriu inquérito para investigar acidente que matou jovem no Rio Acre

Marinha abriu inquérito para investigar acidente que matou jovem no Rio Acre

Comando do 9º Distrito Naval diz que também estuda a implantação de uma organização militar do Sistema de Segurança do Tráfego Aquaviário em Rio Branco. No ano passado, foram nove inquéritos abertos na capital

A Marinha do Brasil, através do Comando do 9º Distrito Naval, informou que já abriu um inquérito para investigar o acidente entre motos aquáticas, que acabou com a morte de Maicline da Costa, de 26 anos, no último sábado (12), no Rio Acre.

A jovem teve a perna arrancada na colisão e morreu logo depois no hospital em Rio Branco. Em depoimento à polícia, Hinauara da Costa, de 21 anos, afirmou que o empresário Otávio Costa se negou a prestar socorro à irmã dela. O empresário, segundo a garota, conduzia a moto aquática e teria feito um ‘cavalo de pau’ que causou o acidente.

A jovem diz que ao puxarem a vítima da água e perceberem que ela teve a perna arrancada o empresário teria falado: “deixa ela aí! Deixa ela aí!”.

A reportagem tentou contato com o empresário e o médico Eduardo Velloso, que estava na outra moto aquática com Hinauara, mas não teve sucesso até a última atualização desta matéria.

Em nota, a Marinha se solidarizou com a família disse que uma equipe de inspeção naval da Agência Fluvial de Boca do Acre, subordinada à Capitania Fluvial da Amazônia Ocidental (CFAOC), esteve no local do acidente para apurar as informações e prestar o apoio necessário.

Um inquérito foi instaurado para apurar as causas, circunstâncias e responsabilidades do acidente.

Possível agência em Rio Branco

Só em 2018, a Marinha abriu nove inquéritos para investigar acidentes entre embarcações no estado acreano. Questionada se há a possibilidade da instalação de um posto em Rio Branco, a Marinha disse que está analisando a implantação de uma organização militar do Sistema de Segurança do Tráfego Aquaviário na cidade.

“Atualmente, no estado do Acre, a Marinha do Brasil atua por intermédio da Agência Fluvial de Boca do Acre, responsável por atender a cidade de Rio Branco e mais 11 municípios acreanos; da agência fluvial de Eirunepé (AM), que atende outros três municípios do estado; e da agência fluvial de Cruzeiro do Sul, que abrange outros seis municípios”, destacou em nota.

O comando disse ainda que a equipe de Boca do Acre é direcionada constantemente para Rio Branco para fazer atividades de fiscalização e promover campanha de conscientização na região.

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Convênio

O subcomandante do Corpo de Bombeiros, tenente-coronel Antônio Velasquez, confirmou o diálogo com a Marinha sobre a implantação da agência fluvial em Rio Branco. Segundo ele, há uma conversa sobre um possível convênio entre as duas corporações para que a necessidade da capital seja suprida.

“É um convênio para que o Corpo de Bombeiros viesse a fazer inspeção naval, que é a fiscalização em Rio Branco, que aí supriria a nossa necessidade que a gente tem nessas questões pontuais, que são os acidentes que ocorrem”, destaca.

Os bombeiros atuariam na fiscalização de equipamentos e na condução de embarcações sendo pilotadas por pessoas embriagadas.

“Quanto a instalação de uma agência fluvial aqui em Rio Branco, a gente conversou e eles falaram que tinham interesse em abrir, mas não tem local. Nessa máxima, a gente vai fazer uma proposição ao governo do estado para saber se a gente tem como fazer algum comodato de algum local onde a gente colocar nossa agência futuramente”, finaliza.