Antes mesmo que algum dos parlamentares lhe fizesse perguntas, o chefe da Polícia Civil se antecipou:
“Meu objetivo principal é solucionar o assassinato da Marielle. Nós éramos amigos de longa data, desde antes de ela ser vereadora”, disse. Preso neste domingo (24/3) por suspeita de arquitetar a execução, o delegado Rivaldo Barbosa continuou:
“Marielle fazia parte da Comissão de Direitos Humanos da Alerj [na equipe do deputado Marcelo Freixo]. E por isso me trazia muitos casos de denúncias que recebia, já naquela época. Sou amigo, inclusive, da família dela. Vou fazer tudo o que estiver ao meu alcance”. A lembrança do relato, seis anos após a execução, embrulha o estômago dos vereadores presentes.
Rivaldo Barbosa é citado nas investigações como o mentor do assassinato de Marielle Franco.
A Polícia Federal aponta que ele teria instruído que a execução não ocorresse no trajeto que a vereadora fazia para a Câmara Municipal, de modo a evitar a que a investigação caísse nas mãos da Polícia Federal, por ser crime político.
Governador presente
Entre os seis vereadores que participaram da reunião com Rivaldo Barbosa, estava o hoje governador do Rio, Cláudio Castro (PL). Na época, o então parlamentar integrava as fileiras do PSC.
O atual presidente da Câmara Municipal do Rio, Carlo Caiado (PSD), também foi ao encontro. Ele comandava a comissão criada para acompanhar a intervenção federal no estado.
Rivaldo Barbosa estava acompanhado de sua subchefe de gabinete, delegada Gisélia Miranda.