

Na citação recebida por todos os ocupantes do lugar que está em litígio, consta que os mesmos estão no local no tempo máximo de quatro anos, afirmativa que é contestada por praticamente todos os colonos, como é o caso do agricultor Francisco Souza, de 70 anos de idade, mais conhecido como “Chicó”, que garantiu ter seu pequeno pedaço de terra, de onde tira o sustento da família, há exatos 12 anos.
Outro morador do local, como é o caso do verdureiro conhecido por “Paraná”, garante que mora no local, com a esposa e mais seis filhos, há onze anos. “Colho e vendo minhas verduras na cidade há mais de 10 anos. Tenho plantações que já frutificam há muito tempo, é daqui que tiro o pão de cada dia dos meus filhos”, disse Paraná.
Outros moradores que não quiseram gravar entrevista nem revelar o nome, disseram que venderam tudo o tinham na cidade, pegaram o dinheiro, adquiriram uma propriedade rural no local e fazem de sua atividade rural, o emprego, que lhes garante a sobrevivência.
Os colonos, depois de terem sido citados pela justiça local e terem o prazo para apresentar suas defesas, já constituíram um representante jurídico e vão tentar permanecer na terra. A orientação do advogado é reunir provas de que os ocupantes das terras, já estão trabalhando em suas porções há mais de 4 anos, como forma de desfazer a alegação que eles julgam falsa.
O Jornal Opinião esteve no local na manhã de ontem, domingo (13) e conversou com os moradores. “Em um dos depoimentos, uma agricultora perguntou: para onde vão nos mandar se a gente for expulso daqui? Pergunto isso porque todas as minhas economias foram aplicadas aqui, e hoje, é daqui que sai o meu sustento”, disse.
Observamos propriedade totalmente produtivas, ramos de negócios diversificados, desde a produção de farinha, lenha, açaí, banana e verduras. Isso sem contar nas casas que estão construídas e famílias inteiras que passaram a viver dali.
Os produtores rurais procuraram a Prefeitura de Boca do Acre e a Câmara. Segundo a postagem que está nas redes sociais da Prefeitura, o Executivo está atento às questões, ou seja, não houve uma resposta concreta dos poderes Executivo e Legislativo.


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