Rio Branco
18°C
domingo, 5 de julho de 2026
05:03

Mais de 400 trabalhadores realizam ato contra a reforma da previdência no Acre

Um ato público sobre o Dia Nacional Contra a Reforma da Previdência ocorreu em Rio Branco. Atendendo ao chamado de lideranças sindicais da Capital, centenas de trabalhadores estiveram presentes na manhã desta sexta-feira, 22.

O ato iniciou cedo da manhã com a entrega de panfleto e a presença de carro de som. Várias lideranças sindicais usaram da palavra para alertar os trabalhadores a respeito do perigo da proposta de Emenda à Constituição (PEC) 06/2019 da reforma da Previdência de Jair Bolsonaro (PSL), caso seja aprovada pelo Congresso Nacional, onde está tramitando.

A presidente da Central Única dos Trabalhadores do Acre (CUT-AC), professora, Rosana Nascimento, explicou que o ato é o início de uma resistência dura dos trabalhadores contra a proposta de reforma da previdência do presidente Jair Bolsonaro. A sindicalista não descarta uma greve geral caso a proposta seja colocada para votação no plenário da Câmara e do Senado Federal.

O Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Urbanitárias do Acre participou do ato. Segundo o presidente da entidade, Marcelo Jucá, se a reforma for aprovada na Câmara dos Deputados e Senado Federal, cada Casa Legislativa terá que realizar votação de dois turnos para poder alterar as regras atuais, deve prejudicar os mais pobres e favorecer a classe empresarial. Ele afirma que a matéria do Executivo Federal precariza a atuação dos trabalhadores.

“Nos juntamos aos demais sindicatos e movimentos sociais para lutar contra essa anomalia proposta pelo presidente Bolsonaro. Essa é uma luta nacional e esse ato serve para explicar à sociedade os malefícios que essa proposta trará para todos nós caso seja aprovada. Queremos mobilizar e sensibilizar a população em geral para esse tema tão importante nas nossas vidas”, pontuou Jucá.

“Não podemos aceitar de maneira alguma a retirada dos nossos direitos, eles foram conquistados com muito esforço e luta. Não dá para ser a favor de uma reforma feita pelo presidente que aos 33 anos se aposentou e conquistou a primeira aposentadoria, recentemente se aposentou como deputado federal e quando deixar a Presidência vai se aposentar novamente devido ao cargo”, destacou Jucá.

Na busca de engavetar a proposta de Bolsonaro, a CUT-AC começa os primeiros contatos com deputados e senadores da bancada acreana. A entidade também trabalha para o debate a respeito da reforma da previdência para que chegue a Câmara de Vereadores de Rio Branco e a Assembleia Legislativa do Estado do Acre.

Os manifestantes se posicionaram contra as novas propostas do Governo Federal para aposentadoria. A ideia, encaminhada a Câmara dos Deputados no dia 20 de fevereiro, é elevar a idade mínima de 62 anos para mulheres e 65 anos para homens se aposentarem. Outro ponto discordado é os 20 anos de contribuição obrigatórios para receber 100% do valor integral do benefício. (Com informações da Assessoria)