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terça-feira, 11 de agosto de 2026
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Mais de 10.000 famílias acreanas em zona de vulnerabilidade receberam apoio da CUFA durante pandemia

GUILHERME LIMES

Existente há 20 anos, sendo considerada uma das maiores organizações brasileiras, e reconhecida internacionalmente, por desempenhar a integração de âmbitos políticos, sociais, esportivos e culturais, a Central Única das Favelas, CUFA, surgiu a partir da unificação de jovens, principalmente negros, da favela do país.

Em entrevista ao Jornal Opinião conversamos o coordenador do CUFA Acre e presidente do Lado Norte, José Alberto da Silva Costa Junior, 41, mais conhecido por “TRZ”.

De acordo com Junior, a CUFA surgiu no Brasil quando estes jovens das favelas começaram a buscar por espaço para poderem se expressar livremente, e questionarem-se sobre a sua realidade e por espaço para poderem viver.

Uma das maiores referencias e também responsáveis por criarem e desenvolverem a entidade são: o ativista social, Celso Athayde, o rapper MC Bill e a rapper Nega Gizza. No qual, o rapper já foi premiado pela Organização das Nações Unidas, ONU. E Gizza é reconhecida pela empenho e dedicação às causas sociais.

A CUFA, além de estar presente em mais de 5000 favelas, em território nacional e em mais em outros 17 países, também é responsável por promover atividades de integração e inclusão social. 

“Atividades nas áreas da educação, lazer, esportes, cultura e cidadania, como grafite, DJ, break, rap, audiovisual, basquete de rua, literatura, além de outros projetos sociais. Além disso, promove, produz, distribui e veicula a cultura hip hop através de publicações, discos, vídeos, programas de rádio, shows, concursos, festivais de música, cinema, oficinas de arte, exposições, debates, seminários e outros meios. São as principais formas de expressão da CUFA e servem como ferramentas de integração e inclusão social.”, frisou Junior.

CUFA no Acre

A entidade havia nascido em território acreano ainda em meados de 2006 a 2008, entretanto, não conquistou uma pro-atividade necessária. E no ano de 2008, um dos coordenadores gerais da CUFA, Celso Athayde, veio a capital acreana para o lançamento de seu livro. 

Por volta de 17 anos atrás, através de alguns amigos em comum, Athayde reconheceu o trabalho de graffiti e arte promovidos por TRZ no Acre. E então, em 2019, convidou-o para integrar e estrutura  o “renascimento” da CUFA no estado. E assim, desde o ano passado, desenvolveram uma equipe com pessoas interessadas a levar as atividades da organização para as comunidades acreanas.

“Estamos começando aparecer. A surgir como um braço forte social e cultural. E o poder público, empresas estão começando a chegar junto nas parcerias. Mas isso é um processo, e o importante é o trabalho que executamos e que faz toda a diferença. Nesse momento, a maioria das grandes doações vêm diretamente da nacional (sede) que capta e distribui o que pode para os estados. E desde de março para cá, começamos a ter o reconhecimento e acolhimento de algumas entidades e empresas locais para somar nas doações e manter a logística funcionando. Porque uma coisa é conseguir 5 toneladas de arroz, a outra é saber como fazer com que isso possa chegar a quem precisa, de forma rápida e segura. Pois a fome não espera, e com uma semana de isolamento, já tinha gente em situação de fome por aí. Muitas pessoas físicas também nos ajudam, principalmente no voluntariado para as ações. Ser CUFA é ser solidário”, nos explicou Junior sobre a realidade do apoio das entidades acreanas corroborando com atividades da CUFA.

A CUFA Acre já conseguiu atender mais de 10.000 famílias durante desde o início da pandemia. Desde abril, as regionais de Rio Branco vem atendendo diretamente comunidade ribeirinhas e indígenas, além de pessoas que vivem na zona rural do país. 

De acordo com o coordenador, está sendo distribuído desde cestas básicas a produtos de higiene, como álcool em gel, máscaras e afins.

Programas de apoio 

A CUFA Acre também vem desempenhado ações para atender diretamente mães que se encontram em zona de vulnerabilidade socioeconômica durante esta pandemia. Os programas “#CUFAContraOVirus” e “Mães da Favela” já beneficiou mais de 1.000 mães apenas na capital rio-branquense, além da zona rural.

Para mais informações

Basta entrar em contato com um dos responsáveis pela CUFA no Acre através dos telefones para contato: (68) 99953-7086 (Junior , o “TRZ”, coordenador do CUFA Acre) ou (68) 99972-3122 (Ester, a “ESA”). 

Também sendo possível lhe contatarem por meio das plataformas digitais do Instagram (@cufaacre) e Facebook(facebook.com/cufaacre). Disponibilizado também o Instagram pessoal de Junior: @trz.crew

Além dos portais digitais: 

www.cufa.org.br e www.maesdafavela.com.br