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segunda-feira, 6 de julho de 2026
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Luciana Melo: “Não preciso do apoio de dois Judas”

Candidata à prefeitura acusa traição do irmão Edygley Melo e do prefeito Zeca Cruz, prometendo seguir sem o apoio dos antigos aliados

A corrida eleitoral em Boca do Acre ganhou um tom ainda mais acirrado na noite de ontem, terça-feira (3), após as declarações da candidata à prefeitura e atual vice-prefeita, Luciana Melo, durante um comício. Visivelmente abalada, Luciana afirmou que não precisa do apoio de “dois judas”, em referência ao próprio irmão, Edygley Melo, e ao prefeito Zeca Cruz, que ela acusa de traição política e pessoal.

Luciana Melo, que já foi considerada uma das candidatas mais fortes à prefeitura de Boca do Acre há quatro anos, viu seu sonho ser comprometido. Há quatro anos, Zeca Cruz garantiu que a próxima prefeita seria Luciana, contando com seu apoio e o da máquina pública. No entanto, essa promessa não foi cumprida. Em um movimento que surpreendeu a comunidade local, Zeca Cruz decidiu apoiar Edygley Melo, irmão de Luciana, para a sucessão, deixando a vice-prefeita à margem do processo.

“Eu não preciso do apoio de dois judas,” declarou Luciana, referindo-se à dupla que, segundo ela, não apenas a traiu politicamente, mas também causou uma rixa familiar profunda. Ainda durante o discurso, Luciana acusou Zeca de tentar atrapalhar o seu trabalho, quando tentava de todas as formas conseguir recursos, obras e serviços para Boca do Acre.

Questão de família
A fissura na família Vale, agora exposta publicamente, começou a se formar quando Luciana, intercedendo por Edygley, o indicou para assumir a Secretaria de Assistência Social no atual governo municipal. A relação, que antes era de colaboração mútua, rapidamente se deteriorou quando Edygley aceitou a proposta de Zeca Cruz para ser o candidato à sucessão, tomando o lugar que Luciana acreditava ser seu por direito.

O desabafo de Luciana durante o comício revela o impacto profundo que essa decisão teve não apenas em sua trajetória política, mas também na dinâmica familiar. Para muitos presentes, a cena foi um reflexo da realidade política de Boca do Acre, onde alianças se formam e se desfazem com rapidez, muitas vezes em detrimento das relações pessoais.

A reação da comunidade à fala de Luciana Melo foi mista. Enquanto alguns apoiadores expressaram solidariedade, destacando sua coragem para enfrentar a situação de cabeça erguida, outros questionaram se a vice-prefeita conseguirá superar esse racha interno e conduzir uma campanha bem-sucedida sem o apoio dos antigos aliados.

A disputa entre Luciana e Edygley Melo agora vai além da política, envolvendo questões familiares e emocionais que tornam o cenário eleitoral em Boca do Acre ainda mais complexo e imprevisível. À medida que a campanha avança, o eleitorado local observa de perto os desdobramentos desse conflito, que pode redefinir os rumos da eleição e da própria política na cidade.

Com a decisão de seguir sem o apoio de Zeca Cruz e Edygley Melo, Luciana se posiciona como uma candidata independente, disposta a enfrentar os desafios de cabeça erguida, ainda que isso signifique romper com aqueles que um dia considerou aliados e família.