Rio Branco
19°C
domingo, 5 de julho de 2026
02:48

Livro ‘Histórias Acreanas no Milo de Pote’ é lançado nesta quinta em Rio Branco

Música, diversão e muita história. É assim que o historiador Marcos Vinicius Neves lança nesta quinta-feira, 4, o livro “Histórias Acreanas no Miolo de Pote”. O evento, que conta com a apresentação musical da banda Euphonicos, da qual o autor também faz parte, é realizado no Loft Bar e Restaurante, a partir das 18h, e tem entrada gratuita até às 20h. Após o horário e até às 23h os interessados pagam R$ 10. Das 23h em diante o valor da entrada será de apenas R$ 20 por pessoa.

Entretanto, quem comprar os exemplares da obra disponíveis no local terá o valor total da entrada abatido. Na ocasião, a banda Euphonicos também realiza o lançamento de três canções inéditas para quem prestigiar o evento. Prosa literária, poesia, conto, artigo e diversos outros estilos. É com essa miscelânea de escrita que Marcos Vinicius Neves pensou e elaborou o livro “Histórias Acreanas no Miolo de Pote”. A proposta é resgatar por meio da História a formação social e cultural do Acre.

As páginas trazem episódios desde as civilizações pré-ocupação do território acreano, passando pela posse do perímetro pela Bolívia, a chegada dos brasileiros a região, a disputa conhecida como Revolução Acreana e a formação social e cultural do estado. A obra é financiada pelo edital de cultura da Fundação de Comunicação e Cultura Elias Mansour (FEM). Por ser financiado por edital público estadual, das 500 unidades produzidas 20% delas serão destinadas a órgãos públicos, como as bibliotecas Pública e da Floresta, e outras instituições para alcance gratuito do público em geral.

O escrito é a reunião de diversos textos produzidos pelo historiador em colunas de jornais impressos locais, revistas especializadas e outros meios desde a chegada dele no estado. Além de não seguir um único estilo de escrita, a metáfora é a principal característica do livro que é dividido nos seguintes, a grosso modo, tópicos: Terra, Tempero, Mãos, Fogo e Pote. Eles remetem ao processo de produção de cerâmica – que resulta no dito pote de onde os contos surgem e se propagam – a obra não segue uma linha cronológica e linear levando os leitores a diferentes épocas.

“Publiquei muita coisa como funcionário público atuando no Estado e no Município de Rio Branco. Além disso, fiz muitas colaborações para revistas nacionais, livros em parcerias com outras pessoas e trabalhos institucionais. Mas como o ofício de historiador é contar histórias e com esse gosto que tenho pela escrita no papel, comecei a produzir e passei por vários periódicos da capital. A expressão miolo de pote foi utilizada no livro porque a principal proposta dele é ser uma boa conversa descontraída e agradável com o leitor, como o termo acreano descreve”, diz Neves.

Miolo de Ponte era o nome de uma coluna dominical que o historiador teve 2006 a 2012 no Jornal Página 20. De lá vieram a maioria dos relatos – que tiveram que ser readequados para o novo formato, mas sem alterar a forma de escrita, – ou atualizados pela necessidade que alguns temas necessitaram – descritos pelo autor nas mais de 250 páginas que poderão ser encontradas nas livrarias e outros espaços de Rio Branco a partir da próxima semana. A concretização do projeto é uma realização pessoal do autor de elaborar algo independente e despretensioso no que ele mais gosta de fazer.

“O impresso, a palavra no papel, é mais permanente de qualquer maneira e continuará sendo. Mesmo cedendo a pressão de alguns amigos para abrir um blog com a popularização da internet no Acre, a escrita impressa sempre me atraiu e me deu a possibilidade de ter convivência com redações de jornais, o que me possibilitou aproximar a História da população por meio da Comunicação. No Acre jornal é uma escola fortíssima e é uma tradição que sempre existiu”, reforça Neves.

O historiador relata que o projeto é a realização de um sonho em que ele pôde trabalhar de uma forma livre e pessoal, sem seguir padrões ou interferências. “Quis manter a mesma linha da coluna, onde a cada semana um estilo textual diferente era usado. E como os temas são diversos e de diferentes épocas, não quis trazer um engessamento para o livro. Espero que ele cumpra o objetivo de ser um papo descontraído, com o leitor sentindo isso ao consumir as páginas”, finaliza o autor.