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terça-feira, 18 de agosto de 2026
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Lideranças religiosas da Umbanda e Candomblé celebram reconhecimento dos terreiros como templos religiosos

Mãe Marajoana de Xangô (Foto: James Maciel)

O governador Gladson Cameli (PP) sancionou nesta quarta-feira, 22, a Lei 3.765 de 19 de julho de 2021 que dispõe sobre o reconhecimento para fins jurídicos e administrativos, das organizações de povos e comunidades tradicionais de matriz africana e centros espíritas como templos religiosos no Estado.

A partir de agora, o Estado do Acre deverá organizar, atualizar e disponibilizar registros dos povos e comunidades tradicionais de matriz africana, bem como os centros espíritas. Líderes religiosos de terreiros celebraram a conquista.

“Para nós povo de santo, de matriz africana, Umbanda, Candomblé, Espíritas e todas as nações, é um ganho muito grande. Nossos ancestrais lutaram por essa conquista e, hoje, estamos vivenciando esse ganho. A partir dessa lei nós temos os mesmos direitos que as demais religiões”, explica a Mãe Marajoana de Xangô, dirigente espiritual da Tenda de Umbanda Luz da Vida.

Babalorixá Germano Marino

O Babalorixá do Ilé Asé Osun Ni Ola Orolawo, Pai Germano Marino, frisou a importância da ação do poder público. “Esse reconhecimento nos tira da invisibilidade e nos coloca em pé de igualdade com outras religiões. Como Babalorixá, acho super importante esse decreto e o reconhecimento do Estado laico, bem como de que nós também merecemos ser assistidos pelas políticas afirmativas”, destacou.

São considerados povos e comunidades de matriz africana, Unzo, Mansu, Terreiros, Centros de Caboclo, Centros de Umbanda, Roças, Tendas Espíritas, Searas, Kimbanda, Ilê, Ilê Axe, Kwé e Humpame; além dos Centros Espíritas.