O líder de uma facção criminosa suspeito de matar rivais de outra organização, fazer sequestro, ter envolvimento com tráfico de drogas, associação ao tráfico de armas foi preso na última quinta-feira, 11, pela Polícia Militar durante uma abordagem de rotina no bairro Alto Alegre, em Rio Branco. O acusado, que foi apresentado pela Divisão Especial de Investigações Criminais (Deic) da Polícia Civil na sexta, 12, tinha um mandado de prisão preventiva em aberto.
Segundo a Polícia Civil, após a abordagem, a PM fez uma consulta e constatou que Francisco Camilo de Oliveira, de 36 anos, mais conhecido como “Nego Nildo”, tinha um mandado de prisão expedido por condenação em um crime de sequestro. Ele era investigado pela polícia de Brasileia. Além disso, ele tinha outro mandado de prisão preventiva por outros crimes pelo Poder Judiciário.
“Essa pessoa era investigada há um ano pela delegacia de Brasileia. Toda equipe de lá teve muito empenho em produzir provas contra essa pessoa, que era liderança de organização criminosa, e não conseguíamos, apesar de saber o que ele fazia e provar o envolvimento dele”, falou o delegado Karlesso Nespoli, titular da Deic, durante a coletiva de imprensa de apresentação do foragido.
O delegado responsável pela investigação disse ainda que o processo durou cerca de um ano. De acordo com ele, Oliveira mantinha conexão com criminosos da Bolívia e Peru que forneciam drogas ilícitas para a prática de tráfico e outros em Rio Branco na região de fronteira. “Agora, esperamos que ele fique preso por um bom tempo, já que foi condenado por sequestro”, disse ele.
Em entrevista ao portal de notícias G1 Acre, o advogado Alberto Machado, que acompanhou o acusado durante o depoimento na delegacia, disse que não tinha conhecimento da condenação anterior contra o cliente e que também interferiu para que não fossem feitas imagens do preso. “Ele tem mandado de prisão, foi para a Defla e veio aqui para a DIC prestar depoimento”, falou.
De acordo com ele, a opção por fazer com que o preso não fosse filmado é um direito constitucional. “Ele está acusado de ter cometido algum crime e quem pode cercear direito dele, se for o caso, se talvez chegue a ser condenado, é o juiz”, disse. Sobre a condenação por sequestro, o advogado disse que não era de sua alçada porque não foi o advogado dele durante o processo.


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