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sexta-feira, 26 de junho de 2026
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Leo de Brito usa a tribuna da câmara para alertar sobre relatório da Oxfam

Leo de Brito usa a tribuna da câmara para alertar sobre relatório da Oxfam

Relatório mostra que houve um crescimento no número de pobres

A redução da desigualdade de renda no Brasil parou pela primeira vez em quinze anos. O dado foi apresentado pelo relatório “País estagnado: um retrato das desigualdades brasileiras”, da Oxfam Brasil, lançado na última segunda-feira (26). O estudo é feito anualmente pela organização.

A Oxfam aponta que em 2016, o volume de gastos sociais no Brasil retrocedeu ao patamar de 2001. No ranking global do Índice de Compromisso com a Redução de Desigualdades (CRII), o país ocupa o 41º lugar em relação a gastos sociais.

Nesta quarta-feira, (28) o deputado federal Leo de Brito usou a tribuna da câmara para comentar o impacto desse relatório. “Desde que o governo Termer assumiu o pais, nós vivemos um verdadeiro retrocesso no âmbito das políticas sociais que visam diminuir as desigualdades no Brasil. O governo eleito já anuncia a continuidade desse modos operandi, beneficiando as elites e bancos em detrimentos aos mais pobres” afirma o deputado.

Baseado em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e da Pnad Contínua, o documento aponta que em 2016, pessoas negras tinham 57% do rendimento médio de pessoas brancas. No entanto, em 2017 o número caiu para 53%. No mesmo período, a equiparação salarial entre mulheres e homens também recuou pela primeira vez em 23 anos. Em 2016, as mulheres ganhavam 72% do salário de um homem. Em 2017, passaram a ganhar 70%.

O indicador com maior impacto negativo foi o de renda, que registrou queda, sobretudo nas menores faixas. “É fundamental que a população esteja atenta para isso, a pobreza e a miséria estão voltando para o pais. Nós precisamos fazer com que o Brasil seja um pais da inclusão e não ocupar a 9ª pior posição em 2018, em termos de desigualdade de renda, em um conjunto de 189 países”, afirmou o deputado.