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quinta-feira, 2 de julho de 2026
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LAVANDO A ROUPA SUJA

Uma reunião entre o governador Gladson Cameli (PP) e a executiva estadual do MDB, que ocorrerá nos próximos dias, promete ser o divisor de águas entre o progressista e os emedebistas. As apostas são altas sobre a possibilidade do grupo abandonar a base governista. Nos bastidores o que se comenta é que a cúpula do MDB estaria insatisfeita com a “parceria” ou, na realidade, a falta dela. O imbróglio entre as partes já vem desde a transição e, principalmente, a escolha de parte do secretariado da atual gestão. As indicações de Maria Alice, para Gestão e Planejamento e Eliane Sinhasique, para Empreendedorismo e Turismo, em tese, foram escolhas pessoais do atual governador e não da executiva do MDB. Portanto, a sigla não sente fazendo parte do jogo já que não fizeram parte diretamente da escolha. A pergunta que não quer calar: esse é também o posicionamento do presidente da sigla, Flaviano Melo? Rumores em outra frequência dão conta de que o chefe-mor do MDB estaria tranquilo. Flaviano bem sabe do importante papel do MDB na vitória de Cameli. Não seria besta de se retirar do jogo tão facilmente. Em todo o caso, Gladson espera ouvir dos insatisfeitos suas reclamações. “Já sinalizei com a reunião e espero que eles digam tudo isso na minha cara”. Em uma coisa Cameli tem razão, se Maria Alice foi secretária do Flaviano, gente da mais alta confiança dele, e Sinhasique foi candidata a prefeita pelo MDB, como é que eles dizem que o MDB não foi contemplado? No mínimo incoerente.

BRIGA NO LEGISLATIVO

Os deputados estaduais da oposição ficaram irritados ao descobrir que tramitava na Casa um PL de autoria do Executivo dispondo sobre mudanças na Lei de Diretrizes Orçamentárias. Edvaldo Magalhães foi um dos mais revoltados. Classificou a matéria como “contrabando legislativo”.

AMADORISMO

O envio dessa matéria à Aleac é a prova que restava para confirmar que Gladson Cameli está rodeado de amadores. Será que alguém achou mesmo que a matéria seria apreciada ou pior, aprovada?

NÃO TEM

Gladson não tem a pegada dos governos anteriores. O discurso dele de que não imporia sua vontade a ninguém fez surgir uma leva de deputados rebeldes. Nenhum deles se constrange em impor derrotas ao Executivo.

ARQUIVOU

A oposição que foi esperta. O deputado Edvaldo Magalhães aproveitou que Jenilson Leite (PSB) estava presidindo a sessão e pediu o arquivamento do PL. Feito! E assim Cameli presenciou mais uma derrota na Aleac.

NÃO CURTIRAM

Outra pauta que não agradou em nada a oposição foi o pedido de contratação de empréstimo junto ao Banco do Brasil na ordem de R$ 268 milhões. O principal argumento usado foi a instabilidade financeira do Estado. Poderiam ter usado a mesma justificativa na legislatura passada quando o então governador fez o mesmo que Cameli no momento.

BRINCADEIRA

Mas, uma coisa não se pode negar, Gladson Cameli cria pauta negativa uma atrás da outra.

NADA DE REAJUSTE

Em nota, a prefeita Socorro Neri (PSB) negou qualquer reajuste na tarifa de ônibus na Capital. Explicou que o que aconteceu foi que as empresa apenas solicitaram o aumento. A princípio é apenas isso.

TRABALHADORA

A administração da prefeita Fernanda Hassem não é a perfeição. Brasileia continua uma cidade com muita carência, problemas a serem resolvidos, nas áreas urbana e rural. Mas não se pode negar que é uma prefeita trabalhadora.

ANTIPATIA

A secretária de Saúde, Mônica Feres, não disse ainda a que veio desde que assumiu a pasta. Mas conseguiu, até aqui, atrair a antipatia de grande parte da classe política, da imprensa, dos servidores da Sesacre, pautas negativas que acabam caindo no colo do governador Gladson.

CAMINHO ERRADO

Alguns secretários de Estado estão indo pelo mesmo caminho da arrogância que trilharam alguns secretários do governo passado. Esquecem que cargo de confiança é passageiro, se dorme nele e acorda fora.

SIMPLICIDADE

O que torna o senador Petecão (PSD) popular é que não muda de comportamento no mandato. Seu celular é o mesmo de muitos anos, não deixa de atender uma ligação, as portas da sua casa são abertas ao povo; e isso, tem reflexo nos votos, quando as urnas são abertas. Os secretários poderiam se espelhar nele.

CONTINUA NO PSDB

O vereador Célio Gadelha manda avisar aos desinformados que ainda integra as fileiras do PSDB. Em discurso na Aleac ontem, disse que não autorizou ninguém a dizer que tinha deixado a legenda. Dentro do ninho tucano a conversa é outra. Enfim!

TERÁ PESO NAS ELEIÇÕES

O Gladson, nestes nove meses de administração, foi protagonista de uma série de trapalhadas políticas, a maioria amadora. Mas não é referência para se dizer que não terá peso nas eleições municipais. Tem a máquina, pode virar o jogo e chegar em 2020, muito bem avaliado.

SEM CONVITE

O presidente em exercício da executiva estadual do MDB, Vagner Sales declarou por meio de nota, que o partido não foi convidado formalmente para nenhuma reunião, mas que o MDB está aberto a conversar caso seja convidado. Confusão à vista!

MUITA BESTEIRA

O presidente do PSL no Acre, Pedro Valério, fez duras críticas pela ausência do nome do coronel Ulysses Araújo na pesquisa encomendada e publicada pela TV Gazeta sobre a disputa da Prefeitura de Rio Branco em 2020. É muita besteira!

FIM

O vereador João Marcos Luz (MDB) defende o fim do Conselho Tarifário. Vai bater nessa tecla nas próximas sessões da Câmara.

NOVO TUCANO

Confirmadíssima a saída de Carlos Gomes do partido Rede Sustentabilidade. Vai filiar-se no PSDB, do vice-governador Major Rocha. É interessante ver como o jogo muda.

DECLAROU APOIO

Natural que o senador Márcio Bittar (MDB) declare apoio a pré-candidatura do deputado Roberto Duarte (MDB) a prefeitura de Rio Branco. Apesar de discordar da estratégia adotada pelo colega de partido para viabilizar o nome, Bittar já havia sinalizado que abraçaria o projeto do MDB.

ESTRATÉGIA ERRADA

Bittar, em recente entrevista a um site local, declarou que Duarte estava errando ao adotar um tom de confronto com o governador Gladson Cameli, para viabilizar sua candidatura. Na realidade, o estranho é ver o MDB, que é um dos maiores aliados do atual governo, ser também um dos maiores opositores a Gladson. Incoerente, no mínimo.

FRASE

“Não sou a favor de empréstimos, uma vez que o Estado se endivida muito mais e compromete receitas futuras como o ICMS, FPE, que são receitas importantíssimas para a atividade financeira do Estado”.

(Deputado Roberto Duarte, do MDB, ao comentar sobre possível contratação de empréstimo pelo governo do Estado)

TÃO ACRE

 O CANHÃO DO SOLDADO

 Um soldado enamorado e gabola quase matou de susto o governador Nabor Junior, em agosto de 1994. O recruta, postado junto a um canhão que era exibido na semana do Exército em exposição de material bélico, na Praça do Seringueiro, nos fundos do Palácio Rio Branco, sede do governo estadual, resolveu mostrar suas habilidades à namorada. Colocou um projétil no canhão e depois de descrever o estrago que um tiro do artefato é capaz de provocar, tratou de murmurar juras de amor eterno ao ouvido de sua bela, deixando o canhão municiado. Um colega que não se apercebera do corrido, ao demonstrar como a peça disparava, bombardeou o gabinete de despachos do governador acreano, no segundo andar do palácio, ocasionando danos, chamuscando seis pessoas e gerando uma enorme boataria sobre o “começo da revolução”.

E por sorte era domingo.

QUANTA COISADA

“Não há coisa mais genérica que a palavra coisa. Coisa substitui qualquer coisa. Faltou sinônimo, lá vai a coisa. Já virou até verbo: coisar, coisando”. Tem toda razão o mestre e filólogo brasileiro Sérgio Nogueira ao condenar o abuso do termo. Ilustra o uso e abuso da coisa a antológica frase proferida pela secretária municipal de Educação, Emília Judite Loureiro, na manhã de 27 de maio de 1997, durante encontro com a diretoria do Sindicato dos Trabalhadores em Educação e professores em aviso de greve que as finanças da Prefeitura estavam combalidas, e assim o senhor prefeito Mauri Sérgio achava-se incapaz de conceder aumento salarial, a autoridade declarou, em inspirada metalinguagem eivada de filosofia cartesiana, haurindo imerecida assuada:

– Porque uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa.