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segunda-feira, 15 de junho de 2026
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Latam Brasil pede recuperação judicial nos Estados Unidos

A companhia aérea Latam Brasil a anunciou nesta quinta-feira (9) que pediu recuperação judicial nos Estados Unidos. O grupo Latam já havia solicitado proteção contra falência no país em maio, mas à época deixou de fora as filiais de Argentina, Brasil e Paraguai.

Em seu comunicado, a empresa afirma que “o ambiente externo ainda não dá sinais fortes de recuperação” e que aderir ao Capítulo 11 da lei americana de falências “é a melhor opção para a Latam Airlines Brasil ter acesso às novas fontes de financiamentos”. A norma prevê um processo similar ao da recuperação judicial brasileira.

A Latam Brasil é disputa a liderança do mercado de aviação doméstica no Brasil com a Gol, e é a companhia que mais fazia voos internacionais até o início da pandemia. A filial brasileira é a principal operação do grupo, e representa cerca de metade do seu faturamento.

No acumulado deste ano até maio, a companhia liderou o mercado em número de passageiros pagos transportados, com 32,8% do mercado, ante 30,5% da Gol e 24,17% da Azul. O segmento como um todo, no entanto, sofreu queda de 41,4% no total de passageiros, na comparação com o ano passado.

A empresa vai continuar operando no Brasil, de acordo com o comunicado. A Latam Brasil negocia com sindicatos uma reestruturação de seu quadro de funcionários para cortar custos e um pacote de socorro junto ao BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).

Os débitos listados no pedido inicial de recuperação judicial da holding somam cerca de US$ 18 bilhões (R$ 96,2 bilhões no câmbio atual), o que a empresa disse à época representar 95% de seu passivo total.

Em maio, a Latam Brasil disse à Folha que a decisão de deixar a filial brasileira oficialmente fora da reestruturação do grupo nos EUA foi influenciada pelas negociações com o BNDES.

O presidente da empresa, Jerome Cadier, afirmou à época que a expectativa era de que os recursos do banco chegassem à companhia em julho, mas o negócio não avançou.

Enquanto o setor queima caixa com os aviões parados em meio à pandemia do novo coronavírus, ainda há pontas soltas na negociação do plano de socorro desenhado pelo BNDES.

No segmento, o recurso prometido, de até R$ 2,4 bilhões para todo o segmento, é visto como insuficiente. Dentro do próprio governo, a pasta da infraestrutura concorda que o montante é pouco e que a liberação do dinheiro está demorando, mas a equipe econômica é reticente em liberar mais dinheiro.

A operação argentina, que havia ficado de fora do pedido de recuperação judicial inicial, foi encerrada em junho.

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