Com a finalidade de conscientizar a população sobre dos perigos das hepatites, ao longo de todo o mês de julho serão realizadas ações em todo o país. O mês de julho faz referência à data escolhida pela Organização Mundial de Saúde (OMS) para a celebração do Dia Mundial de Luta contra as Hepatites Virais (28 de julho).
O aumento nos casos gera muita atenção na saúde pública no Brasil e no mundo, a hepatite é uma inflamação do fígado. Pode ser causada por vírus ou por uso de remédios, álcool e outras drogas, assim como por doenças autoimunes, metabólicas e genéticas.
O julho amarelo, como é conhecido, foi instituído por meio de uma Lei sancionada nesta quinta-feira, 11, pelo presidente da República Jair Bolsonaro. A Lei tem origem no Projeto de Lei da Câmara (PLC) 35/2018 aprovado no Senado em 19 de dezembro passado.
O senador Paulo Rocha (PT-PA), relator da matéria na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), entende que campanhas como esta podem estimular as pessoas a se vacinarem contra a hepatite e a buscarem o diagnóstico precoce. Ele alertou para o fato de que a hepatite é uma ameaça grave à saúde, pois ataca o fígado e é, em muitos casos, assintomática.
“É de grande relevância que haja um diagnóstico precoce e, além disso, a vacinação é a melhor forma de prevenção. Instituirmos um mês destinado a chamar atenção para as hepatites virais é um instrumento eficaz de conscientização sobre seus riscos e formas de tratamento e prevenção”, afirmou o senador Paulo Rocha.
O Ministério da Saúde alerta que as hepatites virais são doenças silenciosas, que nem sempre apresentam sintomas. Quando estes aparecem, podem ser cansaço, febre, mal-estar, tontura, enjoo, vômitos, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras.
No Brasil, as hepatites virais mais comuns são as causadas pelos vírus A, B e C. Existem ainda os vírus D e E, sendo que o último é mais frequente na África e na Ásia. Milhões de pessoas no Brasil, segundo a pasta, são portadoras do vírus B ou C e não sabem.
“Elas correm o risco de as doenças evoluírem (tornarem-se crônicas) e causarem danos mais graves ao fígado, como cirrose e câncer. Por isso, é importante ir ao médico regularmente e fazer os exames de rotina que detectam a hepatite”, destaca o ministério.
No Acre
Com cinco tipos de vírus, cada um com suas características próprias. “Enquanto as hepatites A e E ocorrem por meio da água e alimentos contaminados, as hepatites B, C e D [Delta] são transmitidas por meio do sangue [transfusões, cortes, agulhas compartilhadas, alicates de unha, sexo sem camisinha, procedimentos hospitalares irregulares e da transmissão na gravidez da mãe para o bebê]”, explica o médico infectologista e hepatologista Thor Dantas.
Como é uma doença que não apresenta sintomas, o melhor é que se façam exames preventivos. A própria rede pública de saúde oferece o teste rápido em todas as Unidades de Referência da Atenção Primária (Uraps) para hepatite B e C, com resultado em menos de 10 minutos.
O tratamento da hepatite existente hoje é baseado na droga Interferon, com necessidade de aplicação de uma a três vezes por semana, por, pelo menos um ano e meio. É um remédio de difícil aceitação do organismo e com variações dos efeitos colaterais. Para complicar ainda mais, existem pessoas que não têm nenhuma tolerância ao remédio e ele não é recomendado para quem tem transtornos psiquiátricos.
“A hepatite B ainda tem um diferencial por existir um coquetel que o paciente pode tomar pelo resto da vida caso não possa ter acesso ao Interferon. Assim, ele não desenvolverá mais a doença”, reforça Thor Dantas. Já a hepatite C só pode ser tratada com Interferon. Os resultados nem sempre são satisfatórios e a doença, que por um momento parece desaparecer, pode voltar, necessitando de um novo tratamento. Mas a hepatite tem, sim, cura completa.
Cada tratamento à base de Interferon é bancado pelo governo federal e custa R$ 156 mil por paciente. Durante o tratamento, alguns pacientes necessitam de transfusão de sangue e procedimentos cirúrgicos para vedar hemorragias internas.
Vereadora Elzinha Mendonça comenta sobre a importância da data
A vereadora e vice-presidente da Comissão de Saúde da Câmara Municipal de Rio Branco, Elzinha Mendonça, alertou em seu pronunciamento na tribuna da Câmara sobre a importância do “Julho Amarelo”.
Elzinha, reforça a importância dos cuidados e prevenção das doenças. “O nosso Estado registra um índice alarmante de contaminação por hepatites, chegando a registrar uma média de 580 casos no período de um ano, precisamos levar mais conscientização e informação as pessoas sobre essa perigosa doença e estaremos dando nossa contribuição nesse mês tão importante para o combate das Hepatites”, frisou a vereadora.
Elzinha que trabalhou por mais de dez anos diretamente auxiliando os portadores de hepatites no estado do Acre, acumula um grande conhecimento sobre o tema.
Também em sua fala a vereadora anunciou um projeto de saúde itinerante em conjunto com a prefeitura de Rio Branco através da Secretaria Municipal de Saúde – SEMSA, que será realizado no próximo dia 13 de julho, na comunidade Barro Alto, no quilometro 14 da Estrada Transacreana.
“Destinamos parte de nossas emendas parlamentares para a saúde do município e é com satisfação que estaremos participando de uma ação de saúde junto à comunidade do Barro Alto, pessoas que necessitam muito desses serviços e que ficam praticamente isolados no período invernoso e sem acesso a serviços básicos ou mesmo uma simples informação”.
Na ação de saúde itinerante, fruto de emenda da vereadora Elzinha Mendonça serão oferecidos serviços como consultas médicas, pré-natal, PCCU, testes rápidos, vacinas e orientações sobre o Bolsa Família e vai mobilizar em torno de 40 profissionais entre médicos, enfermeiros, dentistas, técnicos e pessoal de apoio. (Com informações Assessoria)




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