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domingo, 14 de junho de 2026
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Jovem indígena de tribo isolada surge em comunidade rural na divisa entre os municípios de Pauini e Lábrea

Indígena isolado impressiona moradores da Comunidade Bela Rosa ao entrar em contato com o mundo exterior pela primeira vez.

Na noite desta semana, um fato inusitado chamou a atenção dos moradores da comunidade rural Bela Rosa, situada no rio Purus, na divisa entre os municípios de Lábrea e Pauini. Um jovem indígena, pertencente à tribo Hi-Merimã, conhecida por sua cultura nômade e pelo isolamento extremo, apareceu na comunidade, evidenciando que estava perdido do seu grupo original.

A presença do jovem foi registrada em vídeos divulgados nas redes sociais e em grupos de WhatsApp. Em uma das gravações, ele demonstra espanto ao ver um isqueiro em funcionamento, o que sugere que nunca havia tido contato com objetos do mundo exterior. Nas gravações, o jovem parece fazer um relato, mas a rapidez com que fala e língua totalmente estranha aos ouvintes, não permite uma comunicação precisa. O indígena também aparece com uma única vestimenta, característicos de povos da floresta, com uma espécie de tanga, cobrindo apenas a parte íntima.

Em outro vídeo, uma mulher do município de Pauini tenta traduzir suas palavras, afirmando que ele explicou não fumar, não estar ali para roubar e que apenas havia se perdido dos demais membros da tribo.

A origem do jovem foi inicialmente identificada por meio de um áudio gravado por uma pessoa da etnia Apurinã, que apontou a sua ascendência dos Hi-Merimã, um dos povos mais isolados da região do Purus. De acordo com levantamento do Jornal Opinião, essa tribo se distingue por ser itinerante, não praticando a agricultura, mas possuindo vasto conhecimento sobre a floresta e o manejo dos recursos naturais.

Diante do inusitado aparecimento do jovem, a Funai já está na comunidade Bela Rosa para investigar o ocorrido. Segundo informações vindas diretamente de Pauini, uma força-tarefa foi mobilizada para entender as circunstâncias que levaram o jovem a se afastar de seu grupo e a vagar sozinho pela mata até encontrar a comunidade.

A situação lança luz sobre a vulnerabilidade dos povos isolados e os desafios que enfrentam diante do avanço de comunidades e exploração territorial. A permanência do jovem na comunidade ou o seu retorno ao grupo original dependerá da avaliação dos especialistas da Funai, que buscarão garantir a sua segurança e integridade conforme os protocolos de proteção de povos indígenas isolados.

Segundo informações, a tribo citada é objeto de proteção total do Governo Brasileiro, que já tomou todas as medidas para que eles não tenham contato com a os povos não-indígenas.