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segunda-feira, 6 de julho de 2026
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José Adriano é reeleito presidente da FIEAC

José Adriano é reeleito presidente da FIEAC

Por seis votos a quatro, o empresário José Adriano Ribeiro da Silva foi reeleito, na segunda-feira, 14, para presidir a Federação das Indústrias do Acre (Fieac) nos próximos quatro anos. Além do atual presidente, a nova Diretoria da instituição será composta por João Paulo de Assis Pereira (vice-presidente) e Francisco Augusto de Souza (primeira tesouraria), eles formavam a chapa “Força da Indústria. O pleito iniciou pela manhã e foi encerrado no começo da tarde de ontem.

Além dos escolhidos, concorriam a eleição da Fieac João Francisco Salomão (presidente), que já comandou a instituição por dois mandatos seguidos entre os anos de 2003 e 2011, José Luiz Felício (vice-presidente) e Carlos Afonso Cipriano dos Santos (primeira tesouraria). Os três compunham a chapa “Novos Tempos”. Ao todo, os representantes dos 10 sindicatos ligados a indústria acreana participaram da votação. O resultado final foi divulgado logo no início da tarde.

Em entrevista exclusiva ao JORNAL OPINIÃO, José Adriano afirmou que o desafio é dar continuidade ao mesmo desempenho alcançado nos últimos quatro anos, buscar ainda mais o associativismo e garantir o desenvolvimento do setor produtivo, além da independência da indústria acreana. “Daqui para frente temos que torcer e trabalhar em prol do desenvolvimento do Acre de do Brasil. A partir de agora iremos procurar todas as instituições parceiras e empresários com o foco no desenvolvimento do estado”, disse.

Segundo o regulamento do pleito eleitoral, tinham direito a participar os presidentes dos sindicatos da Indústria de Construção Civil (Sinduscon), de Móveis (Sindmóveis), Extração de Areia, Argila e Laterita (Sindmineral), Gráficas (Sindgraf), Panificação (Sindpan), Construções de Estradas, Pavimentação e Obras de Terraplenagem (Sincepav), de Serrarias, Carpintarias, Tanoarias, Madeiras Compensadas e Laminadas, Aglomerados e Chapas de Fibras de Madeira (Sindusmad), Olaria (Sindoac), Confecções e Correlatas (Sincon) e Produtos Alimentares (Sinpal).

João Paulo de Assis, presidente do Sindmineral, considerou que o pleito foi muito acirrado e teve uma condução transparente e isenta. Ele ressaltou que espera que a nova Diretoria da Fieac trabalhe para atender os anseios do setor empresarial para contemplar e elevar os interesses da indústria. “Essa disputa elevou a importância da Fieac. Dentro desse aspecto, nós entendemos que o papel é reconstruir as relações institucionais e focar no foro de desenvolvimento”, finalizou.

Balanço

O primeiro quadriênio de José Adriano como presidente da Fieac, que foi eleito em junho de 2015, chega ao fim em julho deste ano, quando será reconduzido ao cargo. De acordo com ele, o principal foco do seu primeiro mandato foi o associativismo, a participação efetiva de debates de políticas públicas e a aproximação junto aos empresários do setor. “Focamos em dar condições para eles trabalharem e serem prestigiados. Isso não acontecia em gestões anteriores”, pontuou.

Segundo o presidente da Fieac, outros fatores importantes da sua gestão foram fazer a readequação orçamentária da federação, que acabou com o déficit financeiro existente, readaptações dos espaços físicos de todas as unidades da entidade espalhadas pelo estado, focando na acessibilidade, e a proposta de implantar o ensino médio nas escolas do Sistema S. “São vantagens que fazem diferença, principalmente para quem sempre viu a instituição de forma opaca”.

Desafios

Para José Adriano o principal desafio dos próximos quatro anos é fazer com que a Fieac seja protagonista na elevação da economia do Acre e tornar a indústria local independente do Estado. “Nossa gestão vai focar em mapear o estado para atrair investimentos para que o setor produtivo se veja independente investindo naquilo que temos de matéria prima, nas divisas e no comércio exterior. Estamos numa situação estratégica na América do Sul e nunca soubemos aproveitar isso”, salientou.

O presidente da Fieac afirmou também que a economia acreana precisa ter uma abertura para grandes empresas de outras localidades, o que faria a economia depender cada vez menos da “república do contracheque”.

Para isso, ele disse que a Fieac liderará uma campanha “Pró-Amazônia” para que as federações das Indústrias de todos os estados da região trabalhem em conjunto com vistas no desenvolvimento da Amazônia Legal e, principalmente, do estado acreano.

“Temos que trabalhar fortemente as políticas públicas que são pensadas dentro do fórum de desenvolvimento da federação. Estamos dentro de uma proposta junto a outras federações, como a do Comércio e da Agricultura, de trabalho integrado. Não há como desenvolver o estado pensando que a indústria não depende do comércio, da agricultura, do serviço e outros segmentos. Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas [Sebrae] também é essencial nesse processo”, enfatiza José Adriano.