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Jorge Viana critica saída dos Estados Unidos do acordo de Paris, sobre o clima

Jorge Viana critica saída dos Estados Unidos do acordo de Paris, sobre o clima

Presidente da Comissão Mista sobre Mudanças Climáticas do Congresso Nacional, o senador Jorge Viana (PT-AC) critica a decisão de Donald Trump de romper com o acordo sobre a redução de gases de efeito estufa, responsável pelo aquecimento global, anunciada nesta quinta-feira, 1º de junho. “Isso é uma situação seriíssima. O mundo inteiro está discutindo”, comentou. “Quem mais vai confiar em algum tipo de acordo com a nação mais poderosa do mundo?”.

Ele lembrou que há 25 anos, o Brasil sediou a Cúpula da Terra, em 1992 (Rio-92), quando, pela primeira vez, os países resolveram assinar um entendimento para buscar relação sustentável entre a humanidade e o planeta. “De lá para cá, nós agora estamos nos deparando com o risco de mudança do clima. E a saída dos Estados Unidos, que junto com a China são os responsáveis pela maior emissão de gases de efeito estufa, é algo gravíssimo”, disse.

“Estávamos discutindo, nas duas últimas COP, como é que implementaríamos esse acordo, que envolve 195 nações e que, sem a presença dos Estados Unidos, fica completamente comprometido”, disse. Ele lembrou que o acordo de Paris havia assumido o compromisso de destinar US$ 100 bilhões para ajudar os países emergentes a mudar a matriz energética, desenvolver um sistema de geração de energia limpa, com investimentos massivos em sustentabilidade.

O senador disse que a comunidade científica já vem apontando o aquecimento global como um fato. “Há um raro consenso da comunidade científica de que já estamos vivendo as mudanças do clima e de que a mudança teria de estar limitada a 2ºC”, disse. “Hoje, a saída dos Estados Unidos nos levaria a um aumento na temperatura de até 3,5ºC”.

Jorge Viana advertiu que a saída dos Estados Unidos vai trazer “um absoluto caos”, especialmente para as nações mais pobres do mundo. “Onde é que isso vai se mostrar mais firmemente? Em países como o Brasil”, disse. “Parece que não, mas, por exemplo, o nosso ecossistema é muito sensível. Nós temos a Amazônia, nós temos 20% da biodiversidade do planeta”.

Viana lembrou que o encontro ocorrido esta semana, em Bruxelas, da China com a União Europeia, em que os dois países estão indo além do que assumiram como compromisso e já pensando na implementação. “O revés é que muitas nações que não têm a mesma convicção podem também retirar suas assinaturas”, lamentou. Ele lembrou que os Estados Unidos estavam comprometidos com redução de 26% até 28% das emissões até 2025.

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