Rio Branco
24°C
domingo, 5 de julho de 2026
20:06

Janeiro deverá ser tipicamente chuvoso, aponta pesquisador Alejandro Fonseca

Janeiro deverá ser tipicamente chuvoso, aponta pesquisador Alejandro Fonseca

Clima Tempo aponta que os primeiros sete dias de janeiro no Acre terão uma média de 80% de chance de chover em algum momento do dia ou da noite

O acreano deverá se preparar para enfrentar uma média de 22 dias de chuva em janeiro. Essa é a estimativa do coordenador do Grupo de Estudos e Serviços Ambientais da Universidade Federal do Acre (Ufac), Alejandro Fonseca. Ou seja, um janeiro tipicamente acreano, aparentemente sem maiores problemas.

O inverno amazônico este ano terá a interferência do fenômeno climático El Niño. Dada as características dele, a tendência é que o clima na região seja seco e não chuvoso. Apesar disso, a previsão é que haverá dias em de chuvas mais pesadas e consequentemente levar prejuízo para a população.

Prova disso, é que o site especializado Clima Tempo aponta que os primeiros sete dias de janeiro no Acre terão uma média de 80% de chance de chover em algum momento do dia ou da noite.

Por conta do volume de chuva que ainda vai cair em todo o Estado, a preocupação é grande sobre o nível dos rios.

Para garantir uma resposta rápida a qualquer problema que possa surgir ao longo do mês, o Corpo de Bombeiro e Defesa Civil já possui ações previstas no Plano de Contingência que é um documento, elaborado desde 2013, é instrumento norteador para ações de socorro e assistência às famílias em caso de enchentes.

Além de definir a atuação dos órgãos envolvidos, orienta prioridades das ações de enfretamento como mobilização, preparação de abrigos, recebimento e acolhida das famílias, retirada e transportes nas áreas de risco.

Vale destacar que a execução do Plano é deflagrada quando o Rio Acre atinge a cota de 12 metros.

“Os registros históricos de precipitação na Cidade de Rio Branco indicam que 76% da chuvas na capital do estado ocorrem no período de novembro a abril, tornando-a, nesse período, mais vulnerável a eventos hidrológicos extremos como os alagamento, inundações, enxurradas e escorregamentos de massa”, diz o relatório montado pelo grupo de trabalho que deu origem à Operação Inverno.

As cheias de maiores proporções ocorreram em Rio Branco nos anos de 1988, 1997, 2012 e em 2015, quando o nível do Rio Acre atingiu a cota histórica de 18,40 metros. Em 2018 não houve registro de cheia na Capital.