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quarta-feira, 22 de julho de 2026
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Jakson Ramos critica Bolsonaro por envolver a República na morte de miliciano


Continuam ecoando no Brasil e no mundo as declarações do presidente Jair Bolsonaro a respeito da morte de Adriano da Nóbrega, ex-capitão do Bope morto no último dia 9 durante uma operação policial na Bahia. Em Rio Branco, o vereador Jakson Ramos (PT) utilizou o grande expediente para trazer o tema à discussão e condenou veementemente a falta de postura do presidente.


“Um presidente da república eleito democraticamente envolvendo a república brasileira diretamente na morte de um miliciano e preocupado, inclusive, com o que será encontrado nos treze telefones celulares que estavam com o miliciano para saber se não haviam conversas entre ele, seus filhos ou pessoas ligadas a eles (…) Esse mesmo Adriano que também teve a mãe, a irmã, e ele mesmo ocupando cargos dentro da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro como assessor direto do então deputado estadual [Flavio] Bolsonaro.

Vocês vejam da importância de um tema como esse e da fragilidade que nós temos em uma figura como Jair Bolsonaro na presidência do país envolvido em todas essas questões”, ponderou Ramos.


O vereador também destacou outras posturas duvidosas adotadas pelo presidente, a exemplo de mais uma demonstração clara de machismo e misoginia quanto Bolsonaro endossou as acusações infundadas contra a jornalista Patrícia Campos Mello, do Jornal Folha de São Paulo, que supostamente tentou utilizar atributos sexuais em troca de informações. Em tom pejorativo, o presidente chegou a dizer que a jornalista queria “dar um furo”.


“Ele ofendeu de forma direta a profissional e claro que isso não deixa de ser mais um ataque à classe jornalística. Isso sem contar as inúmeras medidas tomadas de forma irresponsável, como a retirada de direitos, tudo aquilo que o Brasil não precisa na educação, medidas que estão dentro do Congresso Nacional que tiram as garantias de estabilidade dos servidores públicos, reforma da previdência que trouxe um prejuízo gigantesco aos trabalhadores, sobretudo às populações rurais do nosso país, entre outros.

Esse é o presidente que temos hoje dirigindo o Brasil com suas ligações diretas com a milícia. Inclusive, o nome de Adriano da Nóbrega só não estava entre os mais procurados do Rio de Janeiro porque quem organizou essa lista foi o Ministério da Justiça, coordenado pelo ex-juíz Sérgio Moro que não passa de um capanga jurídico do presidente”, finalizou.