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sábado, 4 de julho de 2026
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Ipixuna e Santa Rosa do Purus estão entre as dez piores cidades do país em desenvolvimento, aponta Firjan

O município acreano de Santa Rosa do Purus aparece entre as dez cidades com os piores índices de desenvolvimento do país, de acordo com o levantamento mais recente do Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal (IFDM), divulgado nesta quinta-feira (8). A pesquisa avalia dados nas áreas de saúde, educação e emprego e renda, com base em indicadores oficiais de 2013 a 2023.

A cidade de Ipixuna, no Amazonas, lidera o ranking das cidades menos desenvolvidas, com um índice de 0,1485, considerado baixíssimo. Outro município amazonense, Jutaí, também figura na lista dos dez piores. Segundo a Firjan, esses municípios enfrentam deficiências históricas em infraestrutura básica, além de dificuldades no acesso à saúde e à educação de qualidade.

Com Santa Rosa do Purus, o Acre volta a figurar entre os municípios mais vulneráveis do país. Isolado geograficamente e com acesso limitado por via fluvial ou aérea, o município tem dificuldades em atrair e manter profissionais qualificados, especialmente nas áreas de saúde e educação. A precariedade do saneamento básico também contribui para o alto número de internações e baixo desempenho escolar.

Segundo Jonathas Goulart, gerente de Estudos Econômicos da Firjan, os municípios com pior desempenho vivem um ciclo difícil de romper. “Eles têm atividade econômica fraca, alto índice de informalidade e enfrentam escassez de médicos, professores e infraestrutura mínima. São regiões com desenvolvimento crítico, onde o Estado precisa atuar de forma consistente e prolongada.”

Entre os dez municípios mais desenvolvidos, todos estão localizados nas regiões Sul e Sudeste. Águas de São Pedro (SP) lidera o ranking, com índice de 0,9676, repetindo a primeira colocação de anos anteriores. A cidade paulista se destaca pela oferta de serviços públicos eficientes e por políticas públicas de longo prazo em educação e saúde.

O levantamento da Firjan avaliou 5.550 municípios brasileiros. A entidade reforça que os dados servem de base para o planejamento de políticas públicas, apontando gargalos e avanços regionais.