
Nesta quarta-feira, 19 de fevereiro, lideranças indígenas da BR-317 reuniram-se na Aldeia Chaparral, localizada no km 52 da rodovia, no Centro Indígena Mayônaty, para deliberar sobre o fechamento da BR-317 em resposta ao que os indígenas chamaram de “impunidade” do infrator que atropelou a indígena Maria Angélica e seu esposo. O encontro contou com a presença do vice-coordenador e do presidente dos conselhos da Organização dos Povos Indígenas Apurinã e Jamamadi de Boca do Acre, Amazonas (OPIAJBAM).
Durante os debates, os representantes expressaram profunda indignação diante do que eles consideraram “falta de providências das autoridades competentes em relação ao caso”. Para as etnias, a principal demanda é a responsabilização do condutor envolvido no atropelamento, cuja impunidade tem gerado revolta nas comunidades indígenas da região.
Diante da gravidade da situação, as lideranças decidiram conceder um prazo adicional para que as autoridades adotem medidas efetivas. Caso não haja qualquer avanço, até o dia 26 de fevereiro, uma quarta-feira, a BR-317 será fechada a partir das 10h na Terra Indígena Boca do Acre, na mesma Aldeia Chaparral.
A decisão foi formalizada em ata e, nesse período de espera, a OPIAJBAM, juntamente com a Associação Mayônaty, será responsável por organizar a estrutura do protesto, incluindo a alimentação dos participantes, além de comunicar oficialmente os órgãos competentes sobre a paralisação da rodovia.
Fonte: OPIAJBAM


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