Rio Branco
32°C
quinta-feira, 23 de julho de 2026
11:40

Índice de pessoas infectadas aumentou 3% no Brasil de 2010 a 2016

Índice de pessoas infectadas aumentou 3% no Brasil de 2010 a 2016

O Dia Mundial de Combate a AIDS é lembrando em todo o mundo no dia 1º de dezembro. A data tem por finalidade levar informação sobre a doença e diminuir o preconceito, além de lembrar a importância da prevenção para evitar o avanço da doença, que ainda não tem cura. No Brasil, os dados revelam uma triste realidade, o aumento no número de pessoas infectadas pelo HIV. 

De acordo com dados do programa das Nações Unidas para HIV e Aids (UNAids), órgão criado para lidar com a epidemia, o total de novas infecções a cada ano no Brasil aumentou em 3% entre 2010 e 2016. No mundo, essa taxa sofreu diminuição de 11%.

Segundo o relatório, o mundo tinha36,7 milhões de pessoas infectadas pelo HIV, em 2016, sendo que 19,5 milhões delas tinham acesso a tratamentos. Esses números mostram que, pela primeira vez, mais da metade dos pacientes está sendo atendido.

O número de novas infecções também está em queda, ainda que em ritmo lento para conter a epidemia. No ano passado, 1,8 milhão de pessoas foram infectadas, o que significa uma nova infecção a cada 17 segundos.No Brasil a taxa de detecção da doença é 19,1 casos a cada 100 mil habitantes, com cerca de 41,1 mil casos novos ao ano.

De acordo com o último boletim epidemiológico do Ministério da Saúde, atualmente 827 mil pessoas vivem com HIV e aids. Desse total, 372 mil ainda não estão em tratamento, e, destas, 260 já sabem que estão infectadas. Além disso, outras 112 mil pessoas vivem com HIV e ainda não sabem. 

Segundo o último levantamento do MS a epidemia de Aids tem se concentrado, principalmente, entre populações vulneráveis e nos mais jovens. O número de jovens entre 15 a 24 anos infectados aumentou, sendo que entre 2006 e 2015 a taxa entre aqueles com 15 e 19 anos mais que triplicou, passando de 2,4 para 6,9 casos a cada 100 mil habitantes. Entre os jovens de 20 a 24 anos, a taxa dobrou, passando de 15,9 para 33,1 casos a cada 100 mil.

Já no Acre a quantidade de casos da doença diminuiu em comparação com anos anteriores. Dados da Coordenação de Programas de Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) e Aids, mostram que nos últimos três anos foi registrada uma queda no número de casos de Aids no Acre.

Em 2015 foram registrados 70 pacientes com HIV. Em 2016, este número sofreu um pequeno declínio para 68 casos confirmados, em 2017 até agora, somente 22 novos casos da doença foram notificados.

Para lembrar a luta contra a AIDS o governo através da Secretaria de Saúde do Estado do Acre (Sesacre) em parceria com o Ministério público do Estado do Acre (MP/AC) realiza a I Semana Acreana de Luta Contra AIDS a programação que teve inicio na segunda-feira, 27, se encerra nesta sexta-feira, 01,contou com a exibição de filmes temáticos, realização de testes rápidos entre outras atividades.