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domingo, 5 de julho de 2026
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Incêndios avançam na Bolívia e Acre aumenta vigilância: Missão humanitária brasileira atua na fronteira

O Acre redobra sua atenção enquanto a Bolívia amanhece, nesta quarta-feira (11), com mais de 3,7 mil focos de incêndio ativos. A situação do país vizinho, que faz fronteira direta com o estado, acende o alerta para os riscos ambientais que podem afetar diretamente o território acreano. Em contraste, o Brasil conseguiu reduzir o número de incêndios, passando de 5,1 mil para 2,9 mil nas últimas 24 horas, de acordo com o Programa Queimadas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

O governo brasileiro, ciente do perigo iminente, já havia enviado uma missão humanitária à Bolívia, composta por bombeiros militares da Força Nacional de Segurança Pública e brigadistas do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal. A equipe, formada por 62 profissionais, está atuando na área de fronteira, coordenando esforços com as forças bolivianas para conter as chamas.

A situação é crítica nos dois biomas que cercam o Acre: a Amazônia, que registrou 1,2 mil focos de incêndio nas últimas 24 horas, e o Pantanal, com 204 focos. A proximidade dos focos bolivianos representa uma ameaça real à qualidade do ar e à biodiversidade da região, já fortemente afetada por queimadas. Em resposta, o ministro do Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino, determinou que o governo federal aumente os esforços no combate aos incêndios, convocando mais bombeiros militares para atuar no Acre e outros estados fronteiriços.

A criação do Centro Integrado Multiagências de Coordenação Operacional Federal (Ciman Federal), anunciada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, visa intensificar a articulação entre as esferas de governo, garantindo uma resposta mais eficiente ao avanço das queimadas, que ameaçam a floresta e a saúde pública.

com informações da Agência Brasil