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quinta-feira, 25 de junho de 2026
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Idosos podem zerar o IPTU em 2026; veja quem tem direito e como solicitar

Idosos com mais de 60 anos podem reduzir ou até zerar o valor do IPTU em 2026, mas o benefício ainda é pouco conhecido. A isenção é oferecida em diversas cidades brasileiras, porém não é automática e depende de critérios definidos por cada município.

Com a atualização do salário mínimo, mais pessoas passaram a se enquadrar nas regras neste ano, ampliando o alcance do benefício.

Quem tem direito à isenção

De forma geral, o benefício é destinado a idosos de baixa renda. Os critérios mais comuns incluem:

  • Ter 60 anos ou mais
  • Ser aposentado, pensionista ou beneficiário de renda vitalícia
  • Possuir apenas um imóvel
  • Utilizar o imóvel como residência própria
  • Ter o imóvel registrado em seu nome
  • Respeitar o limite de renda definido pela prefeitura
  • Estar dentro do valor venal máximo permitido
  • As regras variam de cidade para cidade, por isso é essencial consultar a legislação local.

    Exemplo de regras em capitais

    Em São Paulo, por exemplo, os critérios em 2026 são:

  • Isenção total: renda de até R$ 4.554 (3 salários mínimos)
  • Isenção parcial: renda entre R$ 4.554,01 e R$ 7.590
  • Valor venal do imóvel: até R$ 1.749.182
  • Outras cidades como Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Brasília possuem regras próprias.

    Isenção total ou parcial

    O desconto varia conforme a renda do contribuinte:

  • Isenção total: elimina 100% do IPTU
  • Isenção parcial: pode conceder descontos de até 80%
  • O percentual depende da renda, do valor do imóvel e das normas municipais.

    Quais imóveis entram na regra

    Para ter direito, o imóvel deve atender a algumas condições:

  • Ser residencial
  • Ser utilizado como moradia do proprietário
  • Não estar alugado
  • Não ser usado para fins comerciais
  • Ser o único imóvel do idoso
  • Quem possui mais de um imóvel ou utiliza o bem para gerar renda geralmente perde o benefício.

    Como pedir a isenção

    Em muitas cidades, o processo já é digital. O passo a passo costuma ser:

  • Acessar o site da prefeitura ou Secretaria da Fazenda
  • Preencher o formulário com dados pessoais e do imóvel
  • Informar renda e tipo de benefício
  • Anexar documentos exigidos
  • Enviar a solicitação e guardar o protocolo
  • O prazo de análise costuma variar entre 30 e 90 dias.

    Documentos necessários

  • Documento com foto (RG ou CNH)
  • CPF regularizado
  • Comprovante de renda (INSS, por exemplo)
  • Matrícula ou escritura do imóvel
  • Comprovante de residência
  • Declaração de que possui apenas um imóvel
  • Em alguns casos, os dados podem ser verificados automaticamente junto à Receita Federal e ao INSS.

    O que fazer se o pedido for negado

    Se a solicitação for recusada, o contribuinte pode:

  • Entrar com recurso administrativo
  • Corrigir erros na documentação
  • Buscar a via judicial, se necessário
  • Erros cadastrais e divergências de renda estão entre os principais motivos de negativa.