64 mil desempregados no Acre. Esse foi o dado divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira, 16. O desemprego no trimestre encerrado em março no Brasil é o maior da história, segundo série da Pesquisa Nacional pode Amostra de Domicílios (Pnad), iniciada no 1º trimestre de 2012.
Ainda de acordo com o estudo, o Acre foi o que mais perdeu postos de emprego no 1º trimestre deste ano, na comparação com o trimestre anterior. Mas, essa constatação não é novidade para a vendedora, Vivian Souza, que está desempregada há dois meses.
“O mercado está realmente difícil. A empresa em que trabalhava alegou que estava contendo gastos. Hoje estou procurando ocupação em qualquer área. Porque preciso trabalhar”, falou a jovem que tem experiência em vendas.
A PNAD aponta ainda que a taxa de subutilização do primeiro trimestre no Acre foi a maior dos últimos sete anos, com 35%.
Esse grupo reúne os desocupados, os subocupados com menos de 40 horas semanais e uma parcela de pessoas disponíveis para trabalhar, mas que não conseguem procurar emprego por motivos diversos.
Dados nacionais
A taxa de desocupação do Brasil no primeiro trimestre de 2019 ficou em 12,7%, acima dos 11,6% do trimestre anterior, mas abaixo dos 13,1% dos três primeiros meses de 2018.
O desemprego cresceu em 14 das 27 unidades da federação no 1º trimestre, na comparação com o trimestre anterior, segundo os dados divulgados. Nos demais estados, houve estabilidade.
Segundo o IBGE, as maiores taxas de desemprego foram observadas no Amapá (20,2%), Bahia (18,3%) e Acre (18,0%), e as menores em Santa Catarina (7,2%), Rio Grande do Sul (8,0%) e Paraná e Rondônia (ambos com 8,9%). Em São Paulo e no Rio de Janeiro, as taxas ficaram em 13,5% e 15,3%, respectivamente.
O desemprego no trimestre encerrado em março é o maior desde o trimestre terminado em maio de 2018. São 13,4 milhões de desempregados no país, ante um universo de 12,1 milhões no último trimestre do ano passado.
Na comparação com o 4º trimestre, as maiores variações foram registradas no Acre 4,9 pontos percentuais (p.p.), Goiás (2,5 p.p) e Mato Grosso do Sul (2,5 p.p).


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