Os meses de Julho, Agosto e Setembro estão sendo literalmente asfixiante para a população de Boca do Acre. Por causa de uma cultura errada, destrutiva e criminosa, o bocacrense queima lixo e vegetação e além de estar no limite de causar uma tragédia, ainda atenta diretamente contra a saúde de toda a população.
Segundo dados do hospital regional Maria Geny Lima, que foram repassados para a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e para a Defesa Civil, toda a cidade sobre com a fumaça que toma conta de todo o território e se espalha até Manaus. Mas quem tem sofrido ainda mais são as crianças, conforme afirmou a unidade hospitalar, ao informar que as internações aumentaram em mais de cem por cento nessa faixa etária.
“O hospital me informou que as internações por doenças respiratórias, principalmente pneumonia, aumentaram em 80%, e isso é um dado preocupante, principalmente porque a tendência da estiagem é que ela dure por mais tempo”, disse o Secretário de Meio Ambiente e Defesa Civil, Jones Noronha.
“Em relação às crianças, as internações subiram para mais de 100%, e todos os casos são de pneumonia, ocasionadas pela inalação de gás carbônico”, completou o secretário.
O secretário disse ainda que neste ano de 2023, os incêndios urbanos estão sendo o maior problema para as equipes da Defesa Civil, Força Nacional e Corpo de Bombeiros. “As pessoas ateiam fogo em vegetação, no lixo, e ainda tem aquelas que colocam fogo de maneira criminosa, que se espalha rapidamente, tomando grandes e perigosas proporções, principalmente pelas nossas condições climáticas, de dias quentes e secos”, falou Noronha.
Jones informou ainda que em dois meses já são mais de 70 ocorrências, que são situações em que as forças que compõem a operação Aceiro são acionadas para conter focos de incêndio. “Estamos sofrendo muito. Todos os dias são muitos chamados, são focos grandes, que demandam um grande esforço para conter as chamas, e por mais que a gente conscientize, não adiante, a coisa tem ficado pior”, ressaltou Noronha.


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