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terça-feira, 23 de junho de 2026
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Homem preso no Acre comandava rede de pornografia infantil, diz Polícia Federal

Homem preso no Acre comandava rede de pornografia infantil, diz Polícia Federal

Uma operação da Polícia Federal deflagrada na manhã de sexta-feira, 30, resultou na prisão de 4 pessoas por pedofilia e compartilhamento de pornografia infantil. A ação denominada de operação Protetor é um desdobramento da Operação Hades realizada em fevereiro deste ano no Acre que resultou na prisão de um homem identificado como a pessoa que controlava a rede de pornografia infantil.

Durante a operação foram cumpridos nove mandados judiciais, sendo cinco de busca e apreensão, três de prisão preventiva e um de prisão temporária, nos estados do Ceará, Maranhão e São Paulo.

As investigações é em decorrência da ação realizada PF no Acre. Segundo a PF, o homem preso na capital acreana administrava uma rede de troca de mensagens, imagens e vídeos de conteúdo pornográfico infantil, na qual foi possível identificar outros abusadores em três estados diferentes.

As vítimas eram desde bebês, com apenas 4 meses de vida, até crianças de 8 anos de idade. Os criminosos participavam de mais de 40 grupos de compartilhamento de pornografia infantil pela internet. Ainda de acordo com a polícia eles cometiam os abusos, registravam e compartilhavam na internet.

De acordo com a PF, foram identificadas aproximadamente 12.000 fotos e vídeos com conteúdo pornográfico infantil no computador pessoal do preso, o que totalizou mais de 126 gigabytes de conteúdo indevido que era compartilhado via internet.

Entre os casos, um dos agressores era o próprio pai quem cometia os abusos e registrava as cenas de estupros e compartilhava na rede, a vítima tem apenas dois anos de idade. O pai foi preso no Ceará.

Segundo o delegado responsável pelo inquérito Augusto Maneta, os abusadores eram pessoas próximas as crianças, tinham acesso direto a elas.

“As pessoas presas na ação de hoje tinham fácil acesso as vítimas, eram pais, padrinhos e tem um caso específico que o suspeito chegou a trabalhar em uma escola de ensino infantil. Tinham acesso e se aproveitavam de um momento de descuido para realizar esse tipo de aviso”, contou o delegado

Entre o material apreendido estão smartphones, computadores, hd´s, pen drives e cartões de memória que serão submetidos a exame pericial.

Também poderão ser coletadas amostras de DNA dos presos com a finalidade de se elucidar outros crimes de estupro e abuso sexual.

Os criminosos irão responder pelos crimes previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente, bem como pelo crime de estupro de vulnerável, previsto no artigo 217-A do Código Penal.