Uma operação da Polícia Federal deflagrada na manhã de sexta-feira, 30, resultou na prisão de 4 pessoas por pedofilia e compartilhamento de pornografia infantil. A ação denominada de operação Protetor é um desdobramento da Operação Hades realizada em fevereiro deste ano no Acre que resultou na prisão de um homem identificado como a pessoa que controlava a rede de pornografia infantil.
Durante a operação foram cumpridos nove mandados judiciais, sendo cinco de busca e apreensão, três de prisão preventiva e um de prisão temporária, nos estados do Ceará, Maranhão e São Paulo.
As investigações é em decorrência da ação realizada PF no Acre. Segundo a PF, o homem preso na capital acreana administrava uma rede de troca de mensagens, imagens e vídeos de conteúdo pornográfico infantil, na qual foi possível identificar outros abusadores em três estados diferentes.
As vítimas eram desde bebês, com apenas 4 meses de vida, até crianças de 8 anos de idade. Os criminosos participavam de mais de 40 grupos de compartilhamento de pornografia infantil pela internet. Ainda de acordo com a polícia eles cometiam os abusos, registravam e compartilhavam na internet.
De acordo com a PF, foram identificadas aproximadamente 12.000 fotos e vídeos com conteúdo pornográfico infantil no computador pessoal do preso, o que totalizou mais de 126 gigabytes de conteúdo indevido que era compartilhado via internet.
Entre os casos, um dos agressores era o próprio pai quem cometia os abusos e registrava as cenas de estupros e compartilhava na rede, a vítima tem apenas dois anos de idade. O pai foi preso no Ceará.
Segundo o delegado responsável pelo inquérito Augusto Maneta, os abusadores eram pessoas próximas as crianças, tinham acesso direto a elas.
“As pessoas presas na ação de hoje tinham fácil acesso as vítimas, eram pais, padrinhos e tem um caso específico que o suspeito chegou a trabalhar em uma escola de ensino infantil. Tinham acesso e se aproveitavam de um momento de descuido para realizar esse tipo de aviso”, contou o delegado
Entre o material apreendido estão smartphones, computadores, hd´s, pen drives e cartões de memória que serão submetidos a exame pericial.
Também poderão ser coletadas amostras de DNA dos presos com a finalidade de se elucidar outros crimes de estupro e abuso sexual.
Os criminosos irão responder pelos crimes previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente, bem como pelo crime de estupro de vulnerável, previsto no artigo 217-A do Código Penal.


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