De acordo com o delegado Gustavo Kallil, responsável pelas investigações, a mulher vinha sendo submetida a agressões recorrentes, caracterizando um ciclo contínuo de violência. Durante o inquérito policial, foram identificados ao menos dois episódios distintos de lesão corporal, ocorridos em datas diferentes e devidamente comprovados pelas apurações da Polícia Civil.
As investigações apontam que as agressões foram de extrema gravidade, incluindo o uso de arma branca, além de fraturas e outras lesões sérias que exigiram atendimento hospitalar. Em momentos anteriores, a vítima chegou a negar os fatos às autoridades, comportamento atribuído ao medo e à coação psicológica exercida pelo agressor — situação frequente em casos de violência doméstica.
Com base nas provas reunidas ao longo do inquérito instaurado em 2025, a Polícia Civil solicitou à Justiça a prisão preventiva do suspeito, pedido que foi acolhido pelo Judiciário. Segundo o delegado, o caso apresenta características típicas de violência doméstica continuada, marcada por agressões sucessivas, tentativas reiteradas de reconciliação e retomada da convivência, seguidas por um agravamento progressivo da violência.
Durante as diligências para o cumprimento do mandado judicial, os policiais constataram que o homem estava descumprindo a medida protetiva imposta em favor da vítima, o que resultou também em sua prisão em flagrante por esse crime.
O suspeito deverá responder pelos crimes de lesão corporal no âmbito da violência doméstica e descumprimento de medida protetiva, permanecendo à disposição da Justiça do Amazonas.


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