Rio Branco
21°C
segunda-feira, 6 de julho de 2026
02:04

Gurgel participa de operações que prenderam policiais e prefeito

O ex-promotor de justiça de Boca do Acre, Armando Gurgel Maia, segue fazendo a diferença como integrante do Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado (GAECO), do Ministério Público do Amazonas.

No final de abril e início de maio, o grupo que o promotor é integrante, efetuou com bastante sucesso, duas importantes operações, focadas no combate ao crime organizado, uma delas na administração pública, e a mais recente, o desmonte de uma quadrilha de pessoas ligadas à Polícia Civil e à Polícia Militar.

Arrocho de Lei
A operação intitulada “Arrocho da Lei” é ousada e alcançou resultados até então “inatingíveis”, como disse o promotor, em conversa com o Jornal Opinião, ao prender servidores da segurança pública do Amazonas, envolvidos com o crime, uma vez que foram acusados de roubar droga apreendida de traficantes e revender na capital do estado.

A ação do Ministério Público culminou a prisão de ex-policial militar, tenente-coronel da PM e um investigador de Polícia Civil. Todos os que foram presos temporariamente, integravam uma organização criminosa, que dentre outras atitudes, se apropriavam de drogas apreendidas.

Um dos presos foi o tenente-coronel da Polícia Militar, Glaubo Rubens Alencar. Conforme as investigações, o trio faz parte de uma organização criminosa que roubava drogas de traficantes da facção Comando Vermelho (CV) e fazia a revenda dos entorpecentes na capital. Uma prática conhecida como “arrocho”.

Maia fala dos “arrochos”
Conforme informações do promotor de Justiça Armando Gurgel Maia, integrante Gaeco, cartazes jogados ao lado de corpos após homicídios chamaram a atenção das autoridades para a situação de “arrochos”. Além disso, o roubo de meia tonelada de drogas também chegou ao conhecimento da equipe operacional que iniciou as investigações.

“Houve uma denúncia de roubo de pertences em um determinado local, mas as informações da inteligência também apontaram essa subtração de droga de traficantes. Por meio de filmagens de um determinado veículo, chegamos até um dos envolvidos que estava também com dos aparelhos celulares subtraídos na ação. Confirmamos o contato entre essa pessoa o coronel da PM que havia adquirido aquele carro recentemente. Reunimos as informações dos envolvidos e solicitamos os mandados de prisão e busca e apreensão” explicou o promotor.

“Esse tipo de investigação exige extrema cautela e há pessoas desaparecidas que podem ter sido assassinadas como vingança da própria facção criminosa. O roubo da droga de facção não a coloca como vítima, pois está também não atua no crime. É policiais tomando drogas de traficantes que continuam circulando no mercado. É uma sucessão de crimes pois esses envolvidos não cumpriram o papel deles de retirar a droga de circulação e vendiam para obter lucro. Estamos trabalhando diuturnamente para saber quem são esses policiais que mesmo bem remunerados estão se dedicando a serem traficantes”, destacou.

Prisão de prefeito
Armando Gurgel Maia também fez parte de forma ativa, na prisão do prefeito de Urucurituba, no interior do Amazonas. José Claudenor de Castro Pontes foi preso em Manaus, no dia 28 de abril, durante outra operação do GAECO.

Segundo o Ministério Público, o prefeito é suspeito de fraude em licitações e desvio de verba pública. O irmão dele também foi preso.