Em uma vídeoconferência com grandes empresários neste sábado (28), o ministro da economia, Paulo Guedes, afirmou que rejeita a ideia levantada na Câmara nesta semana para obrigar companhias com patrimônio líquido acima de R$ 1 bilhão a emprestar dinheiro ao governo para ajudar no combate ao coronavírus.
Guedes rejeitou a ideia, justificando que o governo está injetando liquidez na economia, portanto, agora não é hora de aumentar impostos. A medida também dificultaria a retomada dos investimentos para escapar da recessão, segundo a explicação do ministro, que adiciona que o país só deve falar em impostos na reforma tributária.

A reunião foi promovida pela Fiesp e teve a participação de nomes como Flávio Rocha (Riachuelo), João Ometto (São Martinho), Louriva Luz (BRF), Victorio de Marchi (Ambev), Edgar Corona (Bio Ritmo) e Luiz Carlos Trabuco (Bradesco). O encontro começou em torno das 11h deste sábado, e presença do ministro não estava prevista, mas ele entrou na conferência já em andamento por volta de 12h.
Durante a conversa, Paulo Skaf, presidente da Fiesp, expressou preocupação com o acesso das empresas ao crédito e com a agilidade da liberação das linhas de crédito.
Skaf falou também do anúncio feito pelo governo nesta sexta (27) de uma linha para pequenas e médias empresas financiarem a folha de salários, o que, segundo presidente da Fiesp, precisaria ter sido mais amplo. O programa vai ser destinado exclusivamente para pequenas e médias empresas, que faturam entre R$ 360 mil e R$ 10 milhões por ano. A ideia seria ampliar essa faixa para baixo e para cima.


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