Os médicos que trabalham na rede estadual iniciaram na quinta-feira, 25, uma paralisação de doze horas e pode se transformar em uma greve caso não ocorra um acordo com a Secretaria de Estado de Saúde. O ato conta com o apoio de mais oito sindicatos, entre o Sintesac, Spate, Sindifarma, Sindiconam, Sindicato dos Enfermeiros e Sinbiomed.

O movimento ocorre após o descumprimento dos acordos firmados entre a categoria e o governo do Acre. Dentre as reivindicações feitas, e não cumpridas, estão a falta do anúncio de concurso público, o não pagamento de gratificações, título de insalubridade, prometidas aos trabalhadores que atuam na linha de frente contra o coronavírus e sujeitos a riscos biológicos.
Durante as manifestações, o grupo entrou nas dependências da Sesacre, cantando o hino nacional, após isso, se encaminharam para a Casa Civil. Durante o ato, a ponte metálica foi fechada, assim como algumas ruas. Os manifestantes gritam em diversos momentos “Governo, a culpa é sua. Saúde na rua”
Segundo Guilherme Pulici, presidente do Sindmed-AC, outros pedidos também foram feitos, entre eles a melhoria das condições de trabalho nos hospitais e Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e a reforma do Plano de Cargo, Carreira e Remuneração do estado.
“A busca é por avanços nas negociações e até o momento aguardamos a efetivação dos acordos já firmados, inclusive da pauta relacionada ao PCCR, que já deveria ter sido finalizado”, explana Guilherme.
A paralisação se iniciou às 7h da manhã, se estendendo até às 19h. Entretanto, o atendimento continuará acontecendo na urgência e emergência com 30% da equipe, além do atendimento aos pacientes suspeitos ou confirmados para coronavírus.
No momento em que a matéria está sendo feita, o presidente do Sindmed-AC disse estar aguardando o governador na Casa Civil, pois havia sido chamado, juntamente com os manifestantes, para uma conversa.


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