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Greve da Educação no Estado e capital acreana segue inconclusiva

Os servidores da educação seguem em greve e realizaram manifestação em frente à Câmara dos Vereadores de Rio Branco, na quarta-feira, 23. Os grevistas foram recebidos pelos parlamentares e participaram de uma audiência pública. No dia 22, outro movimento já havia sido realizado, mas dessa vez em frente à Assembleia Legislativa do Estado do Acre.

O movimento começou no dia 24 de fevereiro, a cerca de um mês, e desde a data, diversas manifestações ocorreram espalhadas pela cidade, unindo a esfera municipal com a estadual, integrando assim todos os servidores no movimento.

Em contrapartida, a Prefeitura disse que cortaria o salário dos servidores que não se apresentassem nas suas respectivas escolas na próxima segunda-feira.

Reivindicações

As reivindicações realizadas pelos grevistas vão desde aumento salarial até a convocação de novos professores que realizaram concurso público no ano de 2018. O representante dos servidores municipais, José Augusto, afirmou que houveram tentativas de realizar uma reunião com a Prefeitura anteriormente, mas que não obteve uma resposta positiva.

“Pedimos uma audiência pública com a Câmara Municipal e foi marcada para a quarta, a partir das 9h30. Então, estamos aqui mobilizados e daqui a pouco as lideranças vão conversar com os vereadores para tratar da pauta salarial da educação, do piso nacional, do parcelamento que a categoria não aceitou e estamos buscando um caminho para que a gente possa resolver esse impasse entre a prefeitura, o sindicato e os trabalhadores. A greve continua até que a gente ache um caminho”.

As principais reivindicações feitas pelos grevistas e pelo sindicato são a Reformulação de Plano de Cargo Carreira e Remuneração (PCCR), o piso nas carreiras aos professores, com 50% de diferença do nível médio para superior, piso de uma única parcela aos professores, piso dos funcionários de escolas de R$ 1.956 e a convocação efetiva do concurso de 2018. Além disso, se colocam contra a proposta da prefeitura de aumentar tempo de serviço para progressão salarial e também melhores condições de trabalho, já que certas escolas públicas têm condições aquém do ideal.

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As reuniões e discussões em cima dos termos requeridos pelos sindicatos foram discutidas com a Prefeitura em ocasiões anteriores, sendo a primeira delas no dia 16, com o intuito de encerrar a greve, para que a população estudantil não fosse prejudicada, entretanto, não houve acordo nesta ocasião.

No dia seguinte, o prefeito, Tião Bocalom, afirmou que um acordo estaria firmado. “A gente entrou em um acordo que, ao invés de fazer a terceira parcela de pagamento no mês de janeiro de 2023, a gente, então, recuaria para dezembro. Essa foi a proposta discutida”, disse Bocalom.

A proposta principal é que o piso salarial seria realizado em três etapas, que viriam a ser concluídas em janeiro de 2023.

Todavia, a presidente Sinteac, Rosana Nascimento, e a presidente do Sinproacre, Alcilene Gurgel, afirmaram que isso nunca chegou ao conhecimento delas oficialmente, e que apenas ouviram falar sobre esta proposta através da imprensa.

O secretário de Gestão Administrativa da Prefeitura, Jonathan Santiago, disse que durante a reunião, os profissionais da educação haviam aceitado o pagamento em três parcelas, contanto que todos sejam feitos ainda em 2022. Além disso, contou que não enviou um ofício com a proposta, pois a ideia já havia sido discutida em reunião, com as duas sindicalistas.

Ano letivo prejudicado

Apesar da greve permanecer, a Secretaria de Educação iniciou o ano letivo oficialmente na última segunda-feira, 21. A presidente do Sinteac afirmou que 67 das 96 escolas estão paralisadas, o que representa cerca de 70% das escolas.

A secretária Nabiha Bestene, disse que os números não são exatos e que não se sabe a quantidade real de escolas que iniciaram devidamente o ano letivo. Além disso, ela pediu para que os professores e demais profissionais da educação voltassem aos trabalhos, para que não afetasse a educação dos alunos.