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quarta-feira, 24 de junho de 2026
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Governo se reúne para avaliar ações de combate ao fogo

Governo se reúne para avaliar ações de combate ao fogo

Membros da Comissão Estadual de Gestão de Riscos Ambientais (Cegra) estiveram reunidos na manhã desta terça-feira, 16, na Sala de Situação do Corpo de Bombeiros, para avaliar e finalizar as atividades realizadas pelos órgãos de proteção ao meio ambiente por meio da força-tarefa, no período de junho a setembro deste ano.

A diretora técnica do Instituto de Mudanças Climáticas (IMC), Vera Reis, explica sobre a realidade ambiental do estado durante o verão amazônico e destaca a preocupação com o período de constantes e intensas chuvas.

“Tivemos um mês de julho bastante seco, do ponto de vista global, mas um agosto chuvoso, o que de certa forma amenizou as condições de seca do estado. Já na primeira quinzena de setembro, com a ausência de chuvas, o número de focos de calor se elevou bastante, coincidindo com a intensidade elevada das queimadas, o que prejudica todo o meio ambiente, sobretudo a saúde das pessoas. Atualmente, com o volume de chuvas no estado, o risco de fogo está reduzido, e para os próximos dias temos previsão de precipitações”, disse.

Ainda de acordo com Vera Reis, alguns rios do estado já estão fora do risco de estiagem, a exemplo do Rio Juruá. Devido à elevação do nível das águas, as embarcações retomaram as atividades normais. “De certa forma, ficamos mais tranquilos com relação às queimadas. A preocupação que surge é com a iminência de uma enchente no período de chuvas intensas”, completa.

Acre mantém 87% da floresta nativa

Por meio das ações da Força-Tarefa foi possível reduzir de 50 para 28 mil hectares de área desmatada, num período de 14 anos, o que representa uma redução de 66% do desmatamento em todo o Acre. Com isso o estado mantém 87% de sua floresta nativa.

As atividades se intensificam com a implementação do Plano Estadual de Prevenção e Controle de Desmatamento e Queimadas, que reúne as diretrizes que norteiam as estratégias, metas e ações do Estado no quadriênio 2017-2020, tendo como principal objetivo a redução do desmatamento ilegal e da degradação da vegetação nativa.