Rio Branco
23°C
sábado, 8 de agosto de 2026
04:08

Governo realiza encerramento da 9° Semana Estadual de Direitos Humanos e da campanha dos 16 Dias de Ativismo

A atividade reuniu gestores na Usina de Artes João Donado (Foto: por Clara Martins/Secom)

Celebrado nesta sexta-feira, 10, o Dia Internacional dos Direitos Humanos ganhou uma programação do governo do Acre, que por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social, Direitos Humanos e Políticas para as Mulheres (SEASDHM) promoveu o encerramento da 9° Semana Estadual de Direitos Humanos e da campanha dos “16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra a Mulher”.

A solenidade foi promovida no auditório da Usina de Artes João Donato e contou com a presença da secretária da SEASDHM, Ana Paula Lima, da diretora de Direitos Humanos e Políticas para as Mulheres, Claire Cameli, do diretor de Assistência Social, João Mascarenhas, da vice-presidente do Instituto Mulheres da Amazônia (IMA), Maria Meirelles, do professor da Universidade Federal do Acre (Ufac), doutor Leonardo Lani de Abreu, entre outras autoridades.

Em sua fala, a secretária Ana Paula agradeceu o empenho e dedicação dos servidores. “O meu sentimento hoje é de muita gratidão pelo empenho de todos os nossos servidores, que mesmo em um ano de pandemia e adversidades, como 2021, seguiram firmes trabalhando incansavelmente”, destacou.

Neste ano, os homenageados com Prêmio Estadual dos Direitos Humanos foram os próprios servidores da instituição, como forma de reconhecimento e agradecimento pelo trabalho prestado à sociedade. A presidente do Conselho Estadual dos Direitos da Mulher (Cedim), Geovana Castelo Branco, também foi homenageada.

“Hoje eu não quero falar de número, de estatísticas, pois não somos apenas isso. Somos vidas, mães, mulheres, profissionais, filhas, amigas, que temos nossas vidas ceifadas pelo machismo. E a sociedade não muda apenas com políticas de enfretamento e punição, a sociedade precisa de políticas educacionais de prevenção. Porque ninguém nasce machista, agressor, racismo e homofóbico, nós somos educados a ser. E de modo que também podemos ser educados a respeitar e viver com equidade de gênero”, afirmou a vice-presidente do IMA e conselheira do Cedim, Maria Meirelles.

A diretora de Direitos Humanos e Políticas para as Mulheres, Claire Cameli, destacou as ações desenvolvidas durante a campanha dos 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra a Mulher e anunciou a construção de programa voltada para as pessoas em situação de rua.

“O governo do Estado tem feito a sua parte, mas, só vamos conseguir implementar de fato e de direito as políticas de direitos humanos, precisamos da união de todos. Estamos organizando um jantar de Natal para as pessoas em situação de rua, bem como traçando estratégias de atuação para 2022 voltada a essa população”, frisou Claire.

Segundo dados do governo do Acre, 98 mulheres foram assassinadas no Estado, desde 2018 até dezembro de 2021. O estado acreano segue liderando o ranking nacional de assassinatos de mulheres e feminicídios, segundo dados do G1. Em reunião com o Conselho Estadual dos Direitos da Mulher, no mês passado, o governador Gladson Cameli se comprometeu em recriar a extinta Secretaria de Estado de Políticas para as Mulheres.

Dia Internacional dos Direitos Humanos

O Dia Internacional dos Direitos Humanos foi estabelecido em 4 de dezembro de 1950 pela Assembleia Geral das Nações Unidas. A data celebra a proclamação da Declaração Universal dos Direitos Humanos, adotada em 10 de dezembro de 1948.

16 Dias de Ativismo

A Campanha 16 Dias de Ativismo Contra a Violência de Gênero é uma iniciativa internacional patrocinada pelo Centro para Liderança Global das Mulheres, que desde 1991 vem mobilizando mais de 3.700 organizações em cerca de 164 países. Para delimitar o período da campanha foram escolhidas as datas de 25 de novembro (Dia Internacional Contra a Violência Contra as Mulheres) e 10 de dezembro (Dia Internacional dos Direitos Humanos), a fim de vincular simbolicamente a violência contra as mulheres e os direitos humanos, enfatizando que essa violência constitui uma violação dos direitos humanos das mulheres.