A proposta enviada pelo governo ao Congresso no PLOA estima o salário mínimo de 2026 em R$ 1.631, um aumento de cerca de 7,44% sobre o piso atual — equivalente a R$ 113 a mais.
Como o valor foi calculado
A projeção faz parte do Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) e segue a fórmula adotada pelo governo: reajuste pela inflação medida pelo INPC acrescido de eventual ganho real vinculado ao crescimento do PIB. A lei sancionada em dezembro de 2024 estabelece teto de ganho real de 2,5%, ainda que a economia registre expansão superior.
Quem recebe e descontos
O piso aplicado ao salário mínimo beneficia trabalhadores contratados segundo a CLT. Profissionais autônomos ou contratados como pessoa jurídica (PJ) negociam seus valores e não têm direito automático ao piso.
O valor de R$ 1.631 refere-se ao salário bruto. Sobre ele incide o desconto previdenciário (INSS) conforme alíquotas vigentes — para trabalhadores no piso, é previsto desconto de 7,5%. Trabalhadores que recebem apenas o mínimo não pagam Imposto de Renda retido na fonte e o FGTS não é descontado do salário (é obrigação patronal).
Impacto e próximos passos
Se aprovado, o reajuste repercutirá em benefícios vinculados ao mínimo (aposentadorias, benefícios assistenciais e salários mínimos regionais atrelados ao piso). A proposta ainda pode sofrer alterações em emendas durante a votação orçamentária no Congresso.


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