Com quase R$ 7 milhões em recursos públicos previstos para a decoração natalina deste ano, o Governo do Acre e a Prefeitura de Rio Branco se tornaram alvo de críticas e questionamentos sobre as prioridades de seus orçamentos. Os editais para contratação de empresas responsáveis pela ornamentação de espaços e prédios públicos foram publicados recentemente, detalhando os investimentos para iluminar a capital e outras regiões do estado.
A Prefeitura de Rio Branco, sob a gestão de Tião Bocalom, anunciou que mais de R$ 4,5 milhões serão destinados à decoração da Praça da Revolução e das principais avenidas, incluindo a instalação de uma “Casinha do Papai Noel” e o aluguel de materiais decorativos. O valor, que poderia financiar cerca de 450 moradias populares com custo médio de R$ 100 mil cada, gerou controvérsias. A licitação está marcada para o próximo dia 19 de novembro, mas a decisão já levanta questionamentos sobre a utilização desses recursos em uma cidade com sérias demandas sociais.
Já o governo estadual, liderado por Gladson Cameli, prevê um gasto de R$ 2,7 milhões para a decoração natalina em Rio Branco e Cruzeiro do Sul, com R$ 2,3 milhões voltados à capital. O projeto inclui iluminar o Palácio Rio Branco, as pontes, e locais turísticos como o Lago do Amor e a Gameleira. Assim como a prefeitura, o governo também projeta a construção de uma vila natalina com “Casinha do Papai Noel” e outras estruturas temáticas.
Enquanto o brilho das luzes de Natal se aproxima, a população e representantes de diversas áreas sociais questionam o uso expressivo de recursos públicos para decoração, sugerindo que o montante poderia ser redirecionado para serviços essenciais, como habitação, saúde e educação, em um estado ainda marcado por altos índices de pobreza e carência de infraestrutura.


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