Rio Branco
32°C
quarta-feira, 4 de novembro de 2026
12:04

Governo Bolsonaro recua e volta a recomendar vacina contra Covid para adolescentes

O Ministério da Saúde recuou nesta quarta-feira (22) e voltou a indicar que adolescentes sem comorbidade recebam a vacina contra a Covid-19.

A pasta preparou nota técnica e informe aos gestores do SUS com orientações para recolocar o grupo de 12 a 17 anos na campanha de imunização.

O anúncio do recuo foi feito na noite desta quarta . A Saúde ainda recomenda só vacinar estes jovens sem comorbidades após garantir o reforço da vacinação de idosos e grupos mais vulneráveis, encurtar o intervalo entre as aplicações das vacinas, além de imunizar adolescentes com deficiência ou privados de liberdade.

Enfermeira prepara injeção para aplicar em adolescente de 12 anos, que arregaça a manga da camisa. Logo atrás, um senhor observa o gesto
Vacinação de adolescentes de 12 a 14 anos começou em São Paulo no dia 6 de setembro – Rivaldo Gomes – 6.set.2021/Folhapress

O secretário-executivo da Saúde, Rodrigo Cruz, disse que avaliação da pasta mostrou que benefícios para imunizar estes grupos são maiores do que os riscos de efeitos adversos.

Para justificar a mudança, a pasta argumentou que não há relação entre o uso da vacina e a morte de uma adolescente de 16 anos no interior de São Paulo, entre outros pontos.

Cruz também disse que um número pequeno de jovens (0,7% do total imunizado) recebeu modelos de vacinas não aprovadas pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária ).

Somente o imunizante da Pfizer tem aval para ser aplicado nesta idade.

A apuração sobre a morte da adolescente e o uso das vacinas erradas foram os argumentos citados pelo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, no último dia 16 como principais razões para retirar a orientação de vacinar o grupo de 12 a 17 anos sem comorbidade.

A Secretária Extraordinária de Enfrentamento à Covid-19, Rosana Leite de Melo, disse que o ministério deve mandar o primeiro lote de vacinas direcionado aos adolescentes sem comorbidade em até duas semanas.

A nota de recuo também reforça que estes jovens só podem receber as vacinas da Pfizer, a única aprovada pela Anvisa para o grupo de 12 a 17 anos.

A decisão de retirar os adolescentes sem comorbidades da campanhha de imunização foi feita às pressas no último dia 15 e sem conhecimento dos técnicos do PNI (Programa Nacional de Imunizações), gestores do SUS, diretores da Anvisa.

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e seus apoiadores pressionaram o ministro da Saúde a rever regras para vacinação contra a Covid-19 de adolescentes.

Queiroga nega que agiu por pressão do presidente.

Cruz disse que Bolsonaro acompanhou as discussões sobre reinserir os jovens sem comorbidades na campanha de imuização

“Assuntos relatos à pandemia sempre são sensívels. Por óbvio que há conversa sobre todas as decisões. O presidente tem conhecimento do que está sendo apresentado hoje”, disse Cruz.

Ao retirar a recomendação de vacinar parte dos jovens, na última semana, a Saúde apontou dúvidas sobre os benefícios e segurança da imunização deste grupo.

O tom das falas de Cruz e Rosana foi diferente nesta quarta-feira (22). Ambos destacaram benefício de imunizar os jovens nesta idade.

Após a decisão, os conselhos de secretários de saúde de estados (Conass) e municípios (Conasems) não recomendaram suspender a vacinação e criticaram Queiroga.

As entidades também cobraram posição da Anvisa, que havia aprovado o uso do imunizante da Pfizer para jovens de 12 a 17 anos mesmo sem comorbidade. Na ocasião, a agência disse que investigava relatos de reações adversas, mas que não havia razão para mudar a bula da vacina.

Tanto a Anvisa quanto o Ministério da Saúde e a Secretaria da Saúde de São Paulo concluíram que o óbito não teve relação com o imunizante, mas o ministério até então não tinha voltado atrás.

Integrantes da Saúde dizem que um relatório apontando que não há relação entre a morte e o uso da vacina da Pfizer foi entregue no começo desta semana. A nota de recuo foi assinada pela Secretária Extraordinária de Enfrentamento à Covid-19, Rosana Leite de Melo.

A nova mudança de postura da Saúde ocorre no momento em que o ministro Marcelo Queiroga está isolado em Nova York para cumprir quarentena. Ele testou positivo para Covid-19 nesta terça (21).

Nesta terça, o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Ricardo Lewandowski determinou que cabe a estados, municípios e Distrito Federal a decisão de promover a imunização de adolescentes maiores de 12 anos, desde que observadas as recomendações dos fabricantes das vacinas, da Anvisa e de autoridades médicas.

Lewandowski afirmou que a decisão da pasta não foi amparada por evidências acadêmicas ou critérios científicos e técnicos estabelecidos por organizações reconhecidas.

O ministro ainda destacou, com palavras em negrito, que a corte já demonstrou que a campanha de vacinação no país deve se guiar por evidências científicas e análises estratégicas pertinentes.

folha

Palacebetjojobetjojobetganobetbetcioen güvenilir casino siteleribahis güvenilir bahis sitelerien güvenilir casino sitelerijojobetGrandpashabetcanlı casino sitelerigrandpashabet girişGrandpashabetslot sitelerideneme bonusubahis sitelerimarsbahismarsbahismarsbahismarsbahis girişmarsbahis girişmarsbahis girişjojobetjojobetjojobetjojobet girişjojobet girişjojobet girişjojobetjojobet girişjojobetjojobet girişjojobetjojobet girişjojobetjojobet girişjojobetjojobet girişjojobet