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Política

Governadores da Amazônia consolidam acordos importantes para a região

O último dia da 14ª edição do Fórum de Governadores da Amazônia foi decisivo para todos os nove chefes de Estado. Acordos importantes nas áreas de segurança, meio ambiente, comunicação e desenvolvimento foram fechados. O maior deles diz respeito à criação do Consórcio Interestadual da Amazônia Legal, um organismo de cooperação técnica que vai reunir os representantes dos estados.

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O último dia da 14ª edição do Fórum de Governadores da Amazônia foi decisivo para todos os nove chefes de Estado. Acordos importantes nas áreas de segurança, meio ambiente, comunicação e desenvolvimento foram fechados. O maior deles diz respeito à criação do Consórcio Interestadual da Amazônia Legal, um organismo de cooperação técnica que vai reunir os representantes dos estados.

O governador Tião Viana avaliou como fundamental a união dos estados que formam a Amazônia Brasileira no atual momento econômico e político pelo qual passa o país.

“O Brasil tem muitos gargalos que precisam ser enfrentados pelo poder público, e a segurança é um deles. Nós não temos uma força-tarefa ou um sistema nacional de segurança pública, e isso é um problema gravíssimo. Nossa união é primordial para enfrentar e vencer os desafios”, afirmou o governador do Acre.

Carta de Porto Velho

Ao fim do 14º Fórum, os governadores da Amazônia Legal assinaram a Carta de Porto Velho. O documento oficializa todas as decisões tomadas pelos gestores para o desenvolvimento sustentável da região.

Na carta, Confúcio Moura (RO), Tião Viana (AC), Waldez Góes (AP), Simão Jatene (PA), Suely Campos (RR), Marcelo Miranda (TO), Carlos Fávaro (governador em exercício do MT), Jorge Nascimento (secretário de Planejamento do AM) e Carlos Orleans (vice-governador do MA) se comprometem envidar esforços para o cumprimento de todas as metas estabelecidas.

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Confira as reivindicações

O fórum foi o espaço no qual os gestores puderam cobrar investimentos do governo federal. Os governadores aproveitaram a presença do ministro do Turismo, Marx Beltrão, para reivindicar novas rotas aéreas que possam integrar a Amazônia e diminuir o preço das passagens.

“Temos o que mostrar. Precisamos de um modelo de aviação regional integrada funcionando dentro da Amazônia, interligando comunidades e pessoas, aliando os movimentos interno e externo. Precisamos vencer essa crise com boas iniciativas”, disse Tião Viana.

Meio Ambiente

As propostas apresentadas pelo setor, durante o encontro, giraram em torno da construção de uma agenda integrada positiva rumo ao desenvolvimento sustentável e que garanta qualidade de vida para os habitantes da floresta.

Edegard de Deus, secretário de Meio Ambiente do Acre destacou os avanços do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e o início do Programa de Regularização Fundiária (PRA). “O Acre quer combater o desmatamento, mas coloca alternativas para o produtor. As pessoas podem usufruir dos recursos que floresta dispõe de maneira mais consciente. Nós precisamos oportunizar essa mudança”, disse Edegard de Desus.

A diretora-presidente do Instituto de Mudanças Climáticas do Acre (IMC), Magaly Medeiros, destacou que o pioneirismo do Acre na preservação dos recursos ambientais qualifica o Estado junto a instituições internacionais que tenham interesse em financiar suas atividades. “Precisamos elaborar um programa para toda a região que garanta um novo modelo de desenvolvimento. Dessa forma nós contribuímos para a redução da emissão dos gases do efeito estufa e o aquecimento global”, afirmou.

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