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quinta-feira, 2 de julho de 2026
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GOVERNABILIDADE EM JOGO

O governador Gladson Cameli (PP) ser reúne nesta terça-feira com os deputados estaduais. A conversa não promete ser uma das mais cordiais, tendo em vista a insatisfação dos dois lados. O recado de Gladson foi duro, mas não amedrontou os parlamentares. O máximo que conseguiu foi unir a base, – que estava estraçalhada até pouco tempo -, contra ele. E de quebra ainda juntou situação e oposição para um contra ataque ao governo. Falta articulação política na gestão de Cameli, isso é fato. É algo que precisa ser arrumado com urgência, pois o governador corre o sério risco de ficar sem apoio no Legislativo. E sem uma forte base parlamentar não há governo que se sustente. Gladson não pode achar que fará costuras políticas na Aleac ao seu bel prazer, na sequência, recuar. Isso não faz parte do parlamento e ele bem sabe disso. Não é nenhum inexperiente. Já foi deputado federal e senador. Sabe bem como a banda toca. Não pode também, mediante alguma insatisfação, exonerar um número expressivo de servidores. Isso traz instabilidade ao seu governo. Hoje tem a população ao seu lado, mas amanhã o jogo pode virar. E essas ações destemperadas contribuem negativamente contra ele. A reunião de hoje será o divisor de águas no governo de Gladson. O que está em jogo é sua governabilidade. Se perder o apoio da base sofrerá derrota atrás de derrota. Será um game over em seu governo. Está na hora do progressista enxergar o parlamento estadual como um aliado, afinal, os lobos não estão na Aleac, mas em sua equipe de secretários.

FORA DA LIDERANÇA

A saída do deputado Luiz Tchê (PDT) da liderança do governo na Aleac era uma questão de tempo. Depois de toda esta confusão não havia mais clima para o pedetista ficar no cargo. Ele já estava desacreditado entre seus colegas. Caso continuasse no cargo, haveria um problema de confiança muito grande. Quem acreditaria que os acordos firmados entre Legislativo e Executivo sejam cumpridos?

ELE VOLTOU

Causou surpresa à base o retorno do deputado estadual Gerlen Diniz (PP) para liderança do governo. Diniz retorna ao cargo com a dura tarefa de colar os cacos da base.

DESCONTENTE

Durante a coletiva de ontem, Tchê evidenciou certo descontentamento com a condução da articulação política entre o governo e o parlamento. Quando esteve com Cameli conversando sobre as exonerações, chegou a indicar o ex-deputado Luiz Calixto, Osmir Lima e Normando Sales, três experientes figuras do meio político do Acre, para compor o grupo de articuladores políticos do atual governo.

RUMORES

Nos bastidores comenta-se que Cameli, após ter tido ciência de que lhe induziram ao erro, liberou a sua base na Aleac para derrubar os polêmicos vetos. Mas, se assim fosse, por qual motivo teria ele retalhado os deputados estaduais?

FALTA AFINAÇÃO

No frigir dos ovos, Tchê acaba tendo razão quando pontua que falta afinação entre o Poder Legislativo e alguns secretários. Muitos deles sequer se dão ao trabalho de ir à Aleac discutir matérias polêmicas do governo. Receber os deputados em seus gabinetes, nem pensar. A situação está ficando insustentável.

ERRO

O maior erro de um secretário é achar que o Poder Legislativo é submisso ao Executivo. Essa ideia nem combina com o discurso de Gladson. Tão logo assumiu o governo do Estado, não se sente nem o cheiro do tal ‘diálogo’ prometido por Cameli.

DNA CONHECIDO

A nova gestão acaba sendo igual ou até pior que a anterior. Não existe abertura para conversas, debates, apenas imposições. Muito se deve ao fato de que boa parcela dos atuais gestores possui o DNA do grupo político que comandava o Estado antes de Gladson.

CUIDADO

Cameli não é nenhum perdido nessa história. Ele sabe onde está o erro e o que deve fazer. Cabe a ele, exclusivamente a ele, acabar com essa picuinha.

SEMÍRAMES

Essa história dos vetos está longe de ter um fim. E muitas teorias de conspiração estão sendo criadas. Há quem diga que o retorno de Semírames Dias ao comando da Secretaria da Fazenda tenha a ver com isso.

NO PSD

O deputado Neném Almeida deverá mesmo se filiar ao PSD. Em seus discursos na Aleac tem enaltecido muito a legenda e o trabalho do senador Sérgio Petecão (PSD).

TUCANOS ATACAM

O PSDB chegará ao final do ano com um time forte. Pelo menos é o que tem buscado o vice-governador Major Rocha e a presidente da legenda no Acre, deputada Mara Rocha. A chegada do ex-reitor da Ufac, Minoru Kinpara ao ninho tucano trouxe um gás novo a legenda. Novas filiações estão sendo esperadas.

NOVO TUCANO?

O prefeito de Senador Guiomard, André Maia corre o risco de ser o mais novo tucano do pedaço. Já recebeu o convite do vice-governador, Major Rocha. Talvez concorra à reeleição pelo PSDB. O próximo a se tornar tucano é o governador Gladson Cameli. Pelo menos é o que circula nos bastidores.

DE VOLTA NA FOLHA

O governo do Estado determinou que sejam incluídos em sua folha salarial, os pagamentos dos ex-governadores que haviam sido suspensos por Gladson Cameli. Não foi informado o que levou o governo a recuar na determinação de acabar com as pensões de ex-governadores.

BOM MANDATO

É fato que a prefeita de Brasileia Fernanda Hassem tem feito um bom mandato. Mesmo com algumas limitações financeiras, tem conseguido bons resultados. Isso a qualifica, sem dúvidas, a concorrer à reeleição.

BENEFÍCIOS

Entre as ações positivas de Fernanda está a correção do Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração (PCCR) dos servidores da Educação de Brasileia, e também a aplicação do Piso Salarial Nacional. Os benefícios já estão garantidos no salário do mês de setembro.

REINVINDICAÇÃO ANTIGA

Esta era uma reinvindicação antiga da categoria, que lutavam há pelo menos onze anos pela correção do PCCR.

BENEFÍCIOS II

Além do acréscimo salarial a todos os professores no valor igual ao recebido no ticket alimentação, a Lei sancionada pela prefeita Fernanda Hassem também terá reflexos no aumento salarial em provimento de férias, 13º salário, FGTS, aposentadoria.

GARANTIAS

A Lei garante ainda aplicação da progressão na carreira pelo PCCR e a garantia de aposentaria com salário reajustado.

PIYÃKO NO PSD

O senador Sérgio Petecão conseguiu convencer o prefeito Isaac Piyãko deixar o MDB para ir para o PSD. A filiação ocorreu na última sexta-feira, ocasião em que também aconteceu a inauguração da Unidade Básica de Saúde (UBS) Raimundo Gomes de Azevedo e a entrega de uma ambulância que irão servir a população do município, frutos de uma emendar parlamentar de Petecão. A troca de legenda contou com a participação de secretários, moradores e membros do PSD local e também de outros onze novos filiados.

NÃO VAI DISPUTAR

O PL no Acre negou que trabalha para lançar a candidatura de Eduardo Velloso à prefeitura de Rio Branco em 2020. Em nota, a presidente da legenda, a ex deputada Antônia Lúcia Câmara, disse que o partido ainda não tratou sobre as eleições municipais do próximo ano.

FRASE

“O Gehlen é um progressista que sempre honrou a confiança da população acreana. Não tenho dúvidas de que o governo e a Assembleia Legislativa terão um mediador que trabalha com seriedade e compromisso pela pacificidade e o êxito na aprovação de matérias voltadas para o bem da coletividade”.

(Governador Gladson Cameli, do PP, sobre nova liderança do governo na Aleac)

TÃO ACRE

OUTRA RASTEIRA NA UMBELINA

A costureira Umbelina Marçal, coitada, penava para receber o dinheiro suado das roupas (camisas, calças, cuecas samba-canção) que com engenho e arte confeccionava para o ilustre freguês. “Amanhã” era o indicativo do pagamento demorado.

Tendo produzido várias capas trabalhosas para cobrir sofás e poltronas da Rádio Difusora Acreana, dona Umbelina engrossou as pernas de tanto perseguir o Gari em demanda de recebimento. No gabinete do diretor a mulher, desalentada, aflita, ouviu a indigesta promessa:

– Dona Umbelina, pago amanhã sem falta!

No “amanhã” prometido que era hoje, o técnico e vovô da RDA, João Pereira do Nascimento Neto (falecido em Feijó na madrugada de 11 de novembro de 1977), na janela da sala do diretor da emissora viu vir a Umbelina, ficou para apreciar outro drible. Esperançosa, humilde, a mestre em panos enfrentou o carrancudo devedor.

– Doutro Garibaldi, cheguei.

-Ah, Umbelina, você está sem sorte, o dinheiro acabou…

João Nascimento debochou com gargalhada. Fuzilando o subalterno com o olhar assassino, o pobre João foi o único a receber alguma coisa naquele dia:

– De quê ris, João? De quê ris? Por acaso sou caloteiro? Estás suspenso por cinco dias!

UM OLHO NA MISSA, OUTRO NO PADRE

Às vésperas das eleições de 1976 escreveu que “era candidato desconfiando do eleitor e eleitor desconfiando de candidato”, e exemplificou à sua maneira:

“Um eleitor me conta, num desabafo:

– Da vez passada, doutro, o candidato X me prometeu um terreno e não me deu, mas ficamos quites…

– Porquê?

– Porque não votei nele”.