Não é segredo para ninguém que os Estados e municípios brasileiros estão por uma crise financeira sem precedentes. Já são sete os que decretaram situação de calamidade financeira, entre eles, Roraima, que esteve sob intervenção federal no final do ano passado. No Acre, de acordo com o governador Gladson Cameli, a situação ainda não chega ao ponto de calamidade que justifique, até mesmo, uma intervenção.
Nesta segunda-feira, 04, durante a abertura do ano legislativo na Câmara Municipal, ele falou sobre o assunto e garantiu que seu pronunciamento nesta terça-feira, 05, na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), falará sobre a crise e sobre as medidas que estão sendo tomadas para botar as contas do Acre em dia.
Além de Roraima, Rio Grande do Norte e Mato Grosso e Goiás estão sob o regime de calamidade financeira decretados entre o final do ano passado e o início de 2019. Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul decretaram calamidade em 2016, quando a crise começou a se agravar em todo o País.
“Minha mensagem ao Legislativo nesta terça-feira será no sentido de pedir paciência, ressaltando a austeridade e a necessidade de corte de gasto, pois, não adianta o Executivo fazer corte de gastos se o Legislativo e o Judiciário não o fizerem também”, disse Cameli.
Gladson revelou que a dívida do Acre é de, aproximadamente, R$ 200 milhões. No entanto, garantiu que sua equipe financeira tem se dedicado ao máximo para sana-las, já que o Estado tem condições de manter todos os compromissos financeiros
Sobre a abertura dos trabalhos legislativos na Câmara e na Aleac, Gladson disse esperar sempre um bom relacionamento com as duas casas, reafirmando o seu compromisso de uma relação pautada no respeito aos poderes e na democracia.
“Minha presença aqui na Câmara hoje revela a relação de respeito que pretendo estabelecer com todos os níveis de representação política. Somente juntos, olhando para uma mesma direção, e unindo os nossos esforços é que podemos nos empenhar em fazer um futuro melhor para a nossa gente”, afirmou Gladson em seu pronunciamento aos vereadores de Rio Branco.


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