Gladson Cameli e a Pandemia – por Sergio Taboada

O governador do Acre foi gigante na pandemia. Um estado pequeno e suscetível a pressões de todos os tipos do governo federal poderia, para agradar, ter embarcado na onda negacionista de Bolsonaro. Vi muito esse tipo de submissão acontecer ao longo da história acreana.


De longe, aqui de São Paulo, como bom acreano acompanhei preocupado a situação do meu estado, onde tenho parentes e muitos amigos. Fiquei feliz ao perceber desde os primeiros momentos que Gladson Cameli defendeu a vida com prioridade, embora preocupado com a economia.


Administrou os recursos honestamente e com eficiência, decretou quarentenas, apoiou as medidas sanitárias recomendadas pela ciência como o isolamento social, recomendou o uso de álcool em gel, de máscaras e agiu com independência política em defesa do seu povo. Dialogou com o governo federal, mas também buscou a vacina com o Estado de São Paulo e cobrou do Ministério da Saúde um plano de imunização.


Aqui em São Paulo a situação é inversa. O gigantismo da capital e do estado com mais de 40 milhões de habitantes é de dar frio na barriga de qualquer governante em decretar quarentenas. Dória encarou. Vi muito xingamento contra ele e o prefeito Covas. Até gente torcendo que o prefeito, com câncer, não tivesse sucesso no tratamento e morresse. Dória foi além. A vacina que hoje imuniza os brasileiros é ação do Butantã sob sua liderança.


Gladson Cameli, Dória, Flávio Dino e demais governadores e prefeitos que agiram para salvar vidas merecem o reconhecimento das pessoas justas e honestas de todo o Brasil independentemente das ideologias que acreditam.

Sergio Taboada

Além de cantor e compositor, Taboada foi presidente do sindicato dos bancários e deputado estadual, por duas legislaturas (1990/1998), pelo PCdoB.

Nas décadas de 1980 e 1990, participou de festivais e espetáculos musicais no estado do Acre e da Cooperativa Cultural Canto Livre Canto. Em 1998, gravou o CD “Rebelião”.

Nos anos 2000, passou a morar no interior de São Paulo, desenvolvendo atividades musicais, inclusive, defendendo um movimento de “desbundalização” da música popular brasileira. Em 2000, participou do Songbook “Canções Acreanas”, dentro do Projeto Cadernos de Músicas Acreanas, com a composição “Momento”. O compêndio, produzido por João Veras, teve apoio de diversas empresas, inclusive o Banco do Brasil

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