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quinta-feira, 23 de julho de 2026
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Gestores estaduais e lideranças se mobilizam contra desmonte da assistência social no Acre durante reunião

Gestores estaduais e lideranças se mobilizam contra desmonte da assistência social no Acre durante reunião

Gestores estaduais, municipais, trabalhadores, Conselhos Municipal e Estadual de Assistência Social e usuários iniciaram nesta sexta-feira, 29, uma mobilização contra o desmonte do Sistema Único de Assistência Social (SUAS), que no Acre prejudicará principalmente as famílias mais pobres com a redução dos beneficiários dos programas sociais. Na avaliação da secretária de Cidadania e Assistência Social de Rio Branco e presidente do Colegiado Estadual de Gestores Municipais de Assistência Social (COEGEMAS), Dôra Araújo, o Governo Federal está cortando o orçamento do SUAS em valores que inviabilizam a continuidade de serviços como o Benefício da Prestação Continuada (BPC) o que gera problemas como o fechamento de Centros de Referência em Assistência Social (CRAS) e Centros de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS) na cidade de Rio Branco. “O prejuízo é enorme para a assistência social”, disse Dôra Araújo durante o ato realizado no auditório da Biblioteca Pública do Estado.

Além do Fórum dos trabalhadores da Assistência social, Fórum dos Usuários, Conselho Regional de Assistência Social, Conselho Regional de Psicologia, estiveram presentes lideranças comunitárias e políticas, como os vereadores Rodrigo Forneck, Lene Petecão, Elzinha Mendonça e Mamed Dankar foram solidários às famílias que estão ameaçadas pela redução dos investimentos nas assistência social. O secretário de Desenvolvimento Social do Acre, Gabriel Gelpke, criticou duramente essa perspectiva. “Além de ser incompetente, ilegítimo e impopular, o governo de Michel Temer é injusto”, disse Gabriel.

O desmonte do SUAS não se limita às mudanças de suas estruturas ou na redução orçamentária como também na destruição das possibilidades de construção de uma identidade cidadã e civilizada que a proteção social, via Sistema Único, seguia construindo junto às famílias pelo caminho da proteção social básica nos CRAS, cuidando das crianças, pessoas em situação de rua, vítimas de intempéries e outros.

A previsão atual é de repasses de R$78 milhões, mas o SUAS necessita de R$2,7 bilhões para sua rede de proteção social. “Em Rio Branco, o Bolsa Família e o BPC injetam mensalmente R$17 milhões. Esse dinheiro pode deixar de circular no comércio”, alerta Dôra Araújo. Atos semelhantes vem ocorrendo por todo o País.