A Petrobras vai aumentar em 5% o preço do Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) a partir desta sexta-feira, 27, nas suas refinarias, um dia depois de ter anunciado que o gás natural deverá cair cerca de 10% após a revisão de contratos com 12 distribuidoras estaduais do produto.
Seguindo a regra de reajustes trimestrais para o GLP, o aumento de 5% atinge o gás de cozinha (Botijão de 13 kg) e também o GLP industrial e comercial.
O impacto para o consumidor deverá girar em torno de 2% a 3%, já que a realização da Petrobras representa 38% do preço, sendo os outros custos distribuídos entre a comercialização e tributos.
O último reajuste ocorreu em novembro. O preço atual em Rio Branco varia entre R$ 77 a R$80. Em agosto, o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) decidiu acabar com a política de preços diferentes entre os diferentes botijões de gás.
Em 2005, uma resolução do CNPE determinou que o GLP envazado em botijões de até 13 quilos deveria ser vendido para distribuidoras a preços menores que o gás nos botijões com mais capacidade de volume.
No entanto, o CNPE entendeu que a resolução produzia distorções no mercado de gás e não garantia os descontos esperados para as famílias, especialmente as de baixa renda.
Até então, a Petrobras vendia o gás que vai para vasilhames de até 13 quilos com preço mais baixo e compensava a diferença nos botijões maiores.
No mercado Aziz Abucater, no Centro de Rio Branco, os pensionistas que precisam manter os fogões acesos chegam a comprar entre três a cinco botijas mensalmente, e todos estão lamentando o reajuste.
A cozinheira Graça Pinheiro é um dessas comerciantes e diz que, agora, para não perder clientes, vai ter que tirar do próprio lucro.
“Não sei nem como fazer porque se aumentar o preço do prato o consumidor vai embora e se diminuir, eles vão reclamar porque a comida diminuiu. Então, é difícil trabalhar assim. Vou ter que mexer no meu lucro”, lamenta. (Com informações G1/AC)


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