GUILHERME LIMES
O Sindicato dos Trabalhadores da Empresa de Correios e Telégrafos do Acre (Sintect-AC) anunciou, após assembleia geral realizada na noite de terça-feira, 3, que vai aderir à greve nacional. A paralisação em todo o país está prevista para ter início no próximo dia 18. No Estado, a previsão é que cerca de 300 servidores cruzem os braços.
De acordo com a presidente do sindicato, Suzy Cristiny da Costa Amim, uma das pautas da reivindicação é a possível privatização da estatal, colocando em risco o emprego de mais de 60% dos trabalhadores por não ter formação acadêmica.
Amim reforça que devido esse processo de privatização, a categoria tem perdido muitos benefícios, a exemplo disso, o plano de saúde.
“Os Correios vêm prejudicando os planos de saúde de forma desproporcional, visto que os funcionários acabam ficando desgastados diante da rotina, podendo contrair câncer de pele e até mesmo transtornos psicológicos, devido pressão diante às cobranças realizadas dentro trabalho, justamente por não conseguirem alcançar as metas necessárias”, disse Suzy Cristiny.
Contudo, de acordo com a presidente do Sintect-AC, o que mais agravou a situação foi a redução de 50% de entregadores e atendentes da Empresa, provocando impasses nas atividades e atendimentos para a população. “Os problemas se avolumam, prejudicando a população e o empregado. É uma clara pressão para demitir quase 50% dos trabalhadores, e um projeto de longo prazo para oficializar a venda da empresa”, frisou Amim.
Outro fator que vem ocasionando em problemas para empresa é o fechamento de agências, retirada do Banco Postal, além do assédio moral praticado pelos chefes, obrigando funcionários a trabalharem mais que o necessário, os colocando em desgastes físicos e psicológicos.
Suzy explica que a categoria, em nível nacional, tenta convencer autoridades, deputados e senadores da importância de manter os Correios como uma empresa estatal, sobretudo por causa do seu papel social.
“Podemos melhorar muito a vida das pessoas, levando-as a ter acesso a tudo que o governo oferece, como outros programas do governo federal, como entrega de medicamentos e outras políticas sociais que o governo tem insistido em diminuir. Os Correios poderiam fazer esse papel. A empresa é muito importante para o país”, disse a sindicalista em entrevista a site local.


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