Uma frente fria associada a um ciclone extratropical no oceano começa a alterar significativamente as condições do tempo em parte do Brasil nesta semana. O sistema deve provocar chuvas acima da média para o mês de junho, além de temporais, rajadas de vento e acumulados que podem ultrapassar os 100 milímetros em algumas localidades.
O fenômeno avança sobre as regiões Sul, Sudeste e parte do Centro-Oeste, trazendo um cenário considerado atípico para esta época do ano, tradicionalmente marcada por períodos mais secos, especialmente no interior paulista.
Frente fria reforça instabilidades por até cinco dias
O processo tem início com a atuação de um cavado atmosférico, área de baixa pressão que favorece a formação de nuvens carregadas e amplia as condições para chuva em diversos estados.
Na sequência, uma nova frente fria se organiza e intensifica as instabilidades, mantendo condições favoráveis para precipitações frequentes até o fim de semana.
Os maiores volumes de chuva devem ocorrer entre sexta-feira (12) e domingo (14), período de maior atuação do sistema frontal.
Estados que devem registrar os maiores impactos
As áreas mais afetadas pela passagem da frente fria incluem:
1. Rio Grande do Sul
2. Santa Catarina
3. Paraná
4. Mato Grosso do Sul
5. São Paulo
6. Mato Grosso
7. Minas Gerais
8. Rio de Janeiro
9. Espírito Santo
Além das chuvas volumosas, há previsão de ventos fortes, descargas elétricas e temporais isolados em diversas localidades.
Interior de São Paulo pode registrar mais de 100 mm
Os maiores acumulados previstos concentram-se no interior paulista, especialmente nas regiões de Araçatuba, Presidente Prudente e São José do Rio Preto.
Nessas áreas, os volumes de chuva podem atingir ou até mesmo superar os 100 milímetros entre terça-feira (9) e domingo (14).
Em grande parte do estado de São Paulo, os acumulados devem variar entre 40 mm e 80 mm, valores bastante elevados para o período.
Sexta-feira terá risco de temporais no Sudeste
A partir de sexta-feira (12), a frente fria ganha força e amplia o risco de eventos severos.
As áreas com maior potencial para tempestades incluem:
• Oeste e sul de São Paulo;
• Centro e leste de Minas Gerais;
• Centro-sul do Rio de Janeiro.
Nessas regiões, podem ocorrer pancadas intensas de chuva, rajadas de vento de até 70 km/h e descargas elétricas.
Na faixa leste paulista, os ventos devem ser mais intensos durante a passagem do sistema frontal.
Região Sul permanece sob influência de ciclone
De acordo com os modelos meteorológicos, um segundo ciclone extratropical estará organizado na altura de Porto Alegre na sexta-feira, reforçando ainda mais as instabilidades na Região Sul.
A previsão indica chuva persistente durante todo o dia nos três estados do Sul, elevando o risco para:
• Alagamentos;
• Enxurradas;
• Queda de árvores;
• Transtornos em áreas urbanas e rodovias.
Os volumes mais expressivos devem continuar até a noite do Dia dos Namorados, mantendo as condições de atenção para moradores das áreas afetadas.
Cenário é considerado incomum para junho
Especialistas destacam que a combinação entre o ciclone extratropical e a frente fria cria um padrão climático incomum para esta época do ano.
Junho costuma apresentar baixos índices de precipitação em grande parte do Sudeste, especialmente no interior paulista. Por isso, a previsão de acumulados elevados chama atenção dos meteorologistas e dos órgãos de monitoramento.
A orientação é acompanhar os alertas meteorológicos atualizados e redobrar os cuidados em áreas com histórico de alagamentos e enxurradas.
Acre deve sentir apenas reflexos da frente fria
Apesar da atuação do sistema em grande parte do país, o Acre não está entre as áreas com maior risco de temporais ou acumulados expressivos de chuva. Os efeitos da frente fria devem chegar ao estado de forma mais limitada, provocando aumento da nebulosidade e pancadas isoladas em alguns municípios.
Enquanto estados do Sul, Sudeste e Centro-Oeste podem registrar volumes superiores a 100 milímetros, a previsão para o Acre indica apenas mudanças pontuais nas condições do tempo, sem expectativa de eventos extremos associados ao avanço do sistema.
Em cidades como Rio Branco, a tendência é de variação de nuvens e possibilidade de chuva em alguns períodos, cenário considerado comum para esta época do ano. Ainda assim, meteorologistas recomendam atenção às atualizações dos modelos climáticos, já que alterações na trajetória dos sistemas podem influenciar a previsão nos próximos dias.


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